Porto Alegre, quinta-feira, 21 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

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Notícia da edição impressa de 22/12/2017. Alterada em 22/12 às 00h45min

Lideranças governamentais e empresariais falam sobre suas expectativas para o ano de 2018

"Em 2018, seguiremos trabalhando para promover as mudanças necessárias, rumo ao futuro que queremos para as próximas gerações. Todos nós queremos um Estado mais eficiente. E isso só será possível se tivermos coragem, atitude e união para encarar os desafios que estão pela frente." Governador José Ivo Sartori (PMDB)
"Governar em tempos de crise é fazer escolhas. Um dos grandes desafios é impedirmos o avanço da retirada de direitos sociais, que precarizam as relações de trabalho e reduzem os investimentos públicos." Presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Edegar Pretto (PT)
"Esperamos um 2018 com avanços na economia e aumento do emprego. Precisamos continuar fortalecendo o combate à corrupção e à impunidade. É preciso que os brasileiros votem com responsabilidade nas eleições, pesquisando o currículo e as realizações de seus candidatos, que precisam ter sempre fichas limpas." Senadora Ana Amélia Lemos (PP)
"O ano de 2018 vai ser caracterizado pela incerteza. Incerteza quanto às eleições: as campanhas serão muito agressivas, vai haver um 'entredevoramento' entre os candidatos. Incerteza quanto à reforma da Previdência: o projeto foi retirado para negociação, mas não sabemos se será aprovado." Senador Lasier Martins (PSD)
"Em 2018, teremos eleições e os candidatos terão que explicar por que votaram pela reforma trabalhista, que abre caminho para a legalização do trabalho escravo no Brasil; e por que querem a reforma da Previdência, que acaba com a aposentadoria dos brasileiros. Acredito que essa reforma não passará e que vamos eleger em 2018 um presidente decente." Senador Paulo Paim (PT)
"Esperamos que em 2018 o governo federal tenha mais sensibilidade com o Rio Grande do Sul e possa abrir um diálogo concreto acerca da compensação dos valores devidos pela Lei Kandir. É uma questão de justiça do País em relação ao povo gaúcho." Presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Luiz Felipe Difini
"Mesmo com o caos financeiro, conseguimos neste ano avanços concretos em segurança, educação e saúde. Em 2018, queremos o apoio da sociedade para continuar construindo as transformações que Porto Alegre precisa."
Prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB)
"Teremos um ano de muito trabalho e acredito que não será muito melhor que o de 2017. Espero que o País volte a gerar emprego. Os sinais estão sendo dados pela economia há algum tempo. Os municípios estão sobrecarregados de demandas, subfinanciadas pela União e Estado. A expectativa é fazer o que é preciso com qualidade, mas é preciso mais autonomia econômica, além da política, o que permitirá que o Brasil aconteça cada vez mais nos municípios." Presidente da Famurs, Salmo Dias (PP)
"Desejo que o Brasil possa reencontrar na política, particularmente nas eleições gerais de 2018, o sentido mais generoso da esperança e, com ele, a possibilidade de um país mais justo e democrático." Presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Iradir Pietroski
"Espero em 2018 o renascimento da vida e da boa política com gente de bom coração." Coordenador da bancada gaúcha no Congresso Nacional, deputado federal Giovani Cherini (PR)
"2018 é o ano de a gente evoluir. Há uma percepção universalizada de 'chega do que está aí'. O Brasil é um país anacrônico, patrimonialista, clientelista, com um capitalismo de compadrio. Temos que mudar, esse modelo está esgotado. Então, é um momento para o Brasil se revisar." Walter Lídio Nunes, presidente da Celulose Riograndense
"O Rio Grande do Sul precisa acreditar nos talentos e virtudes que tem: um povo com vontade de fazer junto a retomada do crescimento econômico. Em 2018, nossa meta é superar os resultados de 2017 e continuar acreditando nos gaúchos e gaúchas que nunca pararam de produzir, gerar empregos, crescer e sonhar." Márcio Port, vice-presidente da Central Sicredi Sul/Sudeste
"2018 deve ser marcado pela responsabilidade na escolha das propostas dos candidatos para as mudanças." Diretor Financeiro do BRDE, Odacir Klein
"Há dois caminhos: conquistar o mercado existente ou construir novos. O segundo tem sido nossa estratégia, e o esforço deve ser para ter um propósito cada vez mais claro, fazendo o que faz sentido para as pessoas. Como temos muito mercado disponível, temos a obrigação de crescer."  Vice-presidente corporativo da Icatu Seguros, César Saut
"2018 deverá ser um ano de continuidade da recuperação gradual da economia e do varejo, que começou ainda em 2017. Esta recuperação é puxada pelo consumo e está respaldada na melhora e na solidez dos fundamentos macroeconômicos, como inflação baixa, queda das taxas de juros e aumento da confiança do consumidor. A incógnita fica por conta das eleições de outubro." Diretor-presidente da Lojas Renner, José Galló
"Nossa previsão é de otimismo cauteloso, porque a evolução depende de reformas do poder central e do Congresso Nacional. Um dos caminhos para o crescimento é o das concessões, impulso importante para que o mundo privado volte a investir em infraestrutura, suporte à retomada da economia". Presidente da Federasul, Simone Leite
"Todas as perspectivas para 2018 são de termos um crescimento gradativo e positivo no País. Teremos uma taxa acima de 3% do PIB. Isso é representada pela nova posição política, a crise lamentável está sendo superada, o setor primário continua muito bem, a indústria está mais animada, o comércio está bem situado e os serviços, que menos cresceram, já estão se reposicionando. Todos os indicadores são muito positivos para o ano de 2018." Zildo De Marchi, presidente do Sindiatacadistas-RS
"Pelo seu efeito multiplicador ao longo de uma extensa cadeia produtiva, a indústria da construção poderá se constituir em fator determinante para a efetiva retomada do crescimento da economia em 2018, desde que o governo federal adote medidas urgentes nas áreas de crédito imobiliário e na eliminação dos entraves que retardam a implementação das concessões e parcerias público privadas de obras de infraestrutura urbana e logística."Aquiles Dal Molin Júnior, presidente do Sinduscon-RS
"Em 2018, as dificuldades estruturais do Estado continuarão. Torço para que o governador José Ivo Sartori consiga destravar a aprovação de projetos na Assembleia Legislativa que permitiriam ter uma gestão um pouco melhor. Conseguir aprovar o aval para o acordo da dívida, aliviando o peso do compromisso. Esperamos uma boa safra e que a economia mantenha os sinais da recuperação para melhorar a arrecadação." Presidente da Fiergs, Gilberto Petry
"O fato é que temos um ambiente político muito desfavorável, com um governo sem capacidade de articulação. Então, é difícil de acreditar que se vai sair totalmente da crise." Presidente do grupo Dimed, Julio Mottin Neto
"Empreender está na essência do fazer arquitetura: nós, arquitetos, somos desafiados diariamente a criar, fazer algo novo, tirar ideias do papel. Isso é empreender, não só em arquitetura e construção, esse será o caminho. Criatividade e inovação serão ainda mais essenciais." Presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do Sul (CAU/RS), Joaquim Haas
"O produtor rural é um otimista por natureza. Sabemos que será uma safra menor, porque a do ano passado foi excepcional. Mas isso nos traz a expectativa de preços melhores, que compensem essa diminuição de produção para que os produtores rurais possam continuar investindo." Vice-presidente da Farsul, Gedeão Pereira
"Levantamento de final de ano realizado pela FCDL-RS mostra que as perspectivas para 2018 estão otimistas no comércio, depois de alguns anos de estagnação. A expectativa para o PIB nacional é de crescimento entre 2% e 3% no próximo ano. Já as vendas do varejo devem crescer entre 3,5% e 5%."
Presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch
"Vemos que a economia já está se desapegando da política. Temos inflação baixa e controlada, os preços continuam caindo em muitos setores, o juro está mais barato e o crédito está sendo muito solicitado. Por isso, entendemos que haverá mais investimento, o que faz o mercado voltar a consumir, mesmo que lentamente. Isso tudo fará o Pais voltar ao caminho do crescimento." Paulo Kruse, presidente do Sindilojas
"Estamos com um ambiente de negócios melhor para o comércio e para os vários setores da economia; no entanto, a variável incontrolável é a questão política, que interfere, sim, no mercado e na confiança do consumidor." Presidente da CDL-POA, Alcides Debus
"Na liderança absoluta e com a aprovação dos quase 2 milhões de gaúchos aos quais prestamos serviços de saúde, temos a convicção de que 2018 será um ano de conquistas para o Sistema Unimed, visando a qualificar ainda mais o atendimento à população. Um vigoroso planejamento estratégico, ora em desenvolvimento, apontará as prioridades e as ações daqui para a frente."
Presidente da Federação Unimed/RS, Nilson Luiz May
"Nossas projeções são otimistas para o Rio Grande do Sul em 2018. Apostamos no crescimento de 2% no PIB, pois em 2017 já teremos alta de 1%. A demanda no varejo vai aumentar, pois a indústria já está contratando, e o comércio vendendo mais. A redução da safra na agricultura, será sobre uma safra muito boa este ano. A retomada do crescimento será efeito da empregabilidade das pessoas."
Presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn
"Olhando para 2018, teremos mudanças, não só no comportamento do Sebrae, que terá reposicionamento de marca, pois o mercado e clientes estão mudando. O foco será sempre o empreendedor, e vamos fomentar cada vez mais o desenvolvimento, independentemente do setor, seja o mais tradicional, seja o da economia criativa."
Gerente de Marketing do Sebrae, Ana Finckler
"A situação da saúde é caótica e preocupante. Como 2018 é ano eleitoral, espera-se que o Estado cumpra a aplicação de 12% da receita líquida no SUS, pois aplica menos de 9%. Também é crucial melhorar a remuneração dos médicos do Ipergs. Na União, não vemos sinal de melhora, ainda mais com o congelamento das verbas por 20 anos. Podemos comemorar na saúde mental a volta de investimentos em hospitais psiquiátricos."
Presidente do Simers, Paulo de Argollo Mendes
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