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Porto Alegre, domingo, 31 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

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Moedas virtuais

Alterada em 31/12 às 13h13min

Brasileiros que 'produzem' bitcoins negam bolha especulativa

Autoridades monetárias do mundo todo, como no Brasil, sinalizaram preocupação com bolha

Autoridades monetárias do mundo todo, como no Brasil, sinalizaram preocupação com bolha


VISUALHUNT/DIVULGAÇÃO/JC
Falar em bolha de bitcoins com os brasileiros que foram "produzir" a moeda no Paraguai é quase proibido. "Não tem bolha", diz Marcelo Linhares, que se mudou para o país vizinho para tentar fazer fortuna com a febre da bitcoin. "Isso é uma transformação da economia", acrescenta Linhares.
Autoridades monetárias do mundo todo, porém, já sinalizaram preocupação com a possibilidade da existência de uma bolha. Enquanto a presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Janet Yellen, classificou a bitcoin como "altamente especulativa", o presidente do Banco Central do Brasil, Ilan Goldfajn, destacou que a moeda não tem um lastro e que as pessoas a compram porque acreditam em sua valorização.
Quanto maior a percepção de que o ativo vai se valorizar, mais consumidores a adquirem e mais o preço sobe de fato, explicou. "Isso é a típica bolha ou pirâmide, que existem na economia há centenas de anos", disse.
O especialista Sergio Shmayev, professor de risco na B3 e na escola de finanças BSG, alerta que poucas pessoas detêm a maior parte das bitcoins, o que eleva os riscos: "Dizem que 80% das bitcoins estão na mão de poucas pessoas. Se os caras que detêm a maior parte a venderem, (o preço) cai. A questão é quando isso acontecerá".
Para o especialista em bitcoin e o professor de finanças Gustavo Cunha, entretanto, as moedas virtuais tendem a se consolidar, e o processo de "fabricação" delas é sustentável no longo prazo. "O único gargalo é a energia. O sistema é muito demandante de energia elétrica e o mundo terá de encontrar uma solução para isso", diz. 
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