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Porto Alegre, sexta-feira, 08 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

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Aviação

Notícia da edição impressa de 08/12/2017. Alterada em 07/12 às 22h25min

Porto Alegre ganha voos diretos para Assunção

Rota entre capitais gaúcha e paraguaia será feita com Bombardier CJ 200, com capacidade para 50 pessoas

Rota entre capitais gaúcha e paraguaia será feita com Bombardier CJ 200, com capacidade para 50 pessoas


FREDY VIEIRA/JC
Thiago Copetti
A união do Grupo Amaszonas (da Bolívia), da Air Nostrum (espanhola, do grupo Iberia) e da AvMax (do Canadá), formou a Amaszonas Paraguay, que nesta quinta-feira fez sua estreia no Brasil oficializando o primeiro voo direto entre Porto Alegre e Assunção, capital do Paraguai. Após o "batismo" da aeronave (um Bombardier CJ 200 com capacidade para 50 passageiros) que fará a ligação entre as duas cidades, o primeiro voo comercial será no dia 18 de dezembro.
Para colocar a operação no ar foi necessário um investimento inicial foi de US$ 2 milhões (cerca de R$ 6,5 milhões), de acordo com o gerente-geral da companhia, criada em 2015, Ramón Krauer. Até então, Porto Alegre não tinha nenhum voo direto para Assunção. O voo inaugural foi celebrado com jatos sobre aeronave na pista do aeroporto Salgado Filho. "Temos um nicho específico. O foco é o mercado corporativo e o turístico, que pretendemos ajudar a desenvolver. Há um bom fluxo de empresários do Rio Grande do Sul para o Paraguai e também de gaúchos morando lá. Isso leva a muitas viagens familiares também", explica Krauer.
O executivo confirma, ainda, que a proposta de criar o voo direto leva em conta o programa de atração de investimentos brasileiros que o governo paraguaio mantém há alguns anos, com sucesso, e que tem levado muitos empresários daqui a abrirem empresas por lá. "O custo de uma empresa no Paraguai é cerca de 40% menor do que no Brasil. E isso está levando muitos empreendimentos a migrarem para lá", afirma Krauer.
Serão três voos semanais entre as capitais gaúcha e paraguaia, em um viagem de cerca de 1h20min. Com vendas iniciadas no dia 7 de novembro, o primeiro voo já conta com 40% de ocupação, de acordo com Krauer. "É o começo. Daqui para frente haverá incremento gradual. A operação é viável com ocupação média de 60%. Por estudos que fizemos, temos certeza que há demanda. Como a aeronave é pequena, a operação é mais fácil e os custos menores", explica.
Krauer diz ainda que a operação não é modelo "low cost", como se denomina as empresas com baixo custo e poucos serviços o menor valor anunciado no site, quinta-feira, era de US$ 305. O diferencial para ganhar mercado é o tempo do viajante, que não precisa fazer conexões em São Paulo para ir a Assunção, e terá embarque e desembarque rápidos, destaca o gerente-geral da companhia.
A aposta no Brasil inclui voos com partidas/chegadas de Curitiba, Rio de Janeiro e Campinas (SP) nos próximos dias. Para isso, a empresa confirma que, em breve, terá mais uma aeronave Bombardier fazendo as rotas entre os dois países. Iniciados em 2016, os voos fechados para Florianópolis voltam a partir de 28 de dezembro.
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Comentários
Francisco Muller 08/12/2017 22h29min
Parabéns Thiago e Fredy pela cobertura. Estava também na apresentação e sempre é um momento de alegria quando empresas de outros países escolhem nossa capital e estado para seus investimentos em qualquer área. Gracias à Amaszonas Paraguay pela escolha e que tenhamos muito sucesso.