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Porto Alegre, quarta-feira, 06 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

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Varejo

Notícia da edição impressa de 07/12/2017. Alterada em 06/12 às 20h51min

Cesta básica ficou 0,61% mais barata em novembro

Carne representa 36% do valor da cesta, e variações causam impacto

Carne representa 36% do valor da cesta, e variações causam impacto


/CLAUDIO FACHEL/ARQUIVO/JC
Guilherme Daroit
Reflexo do clima favorável nos últimos meses, o preço dos alimentos seguiu sua tendência de queda em novembro. Em Porto Alegre, a cesta básica medida pelo Dieese saiu por R$ 444,16 no mês passado, diminuição de 0,61% em relação a outubro, puxada pela redução na carne e no tomate. Mesmo mais barato do que antes, porém, o conjunto de alimentos da Capital segue sendo o mais caro do País, pois a queda foi quase generalizada. Das 21 cidades pesquisadas, o valor da cesta básica caiu em 17 em novembro.
"Percebemos uma queda nos preços dos produtos in natura, como banana (-5,28%) e tomate (-2,65%), além da carne (-0,55%), que é o item de maior peso", comenta a economista do Dieese, Daniela Baréa Sandi. Mesmo menores numericamente, a perda de valor dos dois últimos impacta mais no custo do conjunto por terem uma participação maior na composição da cesta. Apenas a carne, por exemplo, representa 38% da cesta básica em Porto Alegre, fazendo com que qualquer mudança, mesmo que pequena, gere reflexos importantes no valor total.
A diminuição do preço do tomate, item mais instável pela grande sensibilidade ao clima e curto ciclo de produção, é explicada pelo aumento da oferta e pela baixa qualidade dos frutos. Já a banana sente o reflexo do calor nos últimos meses, que aumentou a produção da fruta no País. O clima, entretanto, foi adverso para outras culturas, como a da batata ( 12,69%), que registrou a maior alta no mês por problemas com chuvas nas regiões produtoras.
Chama a atenção também a alta no preço do feijão ( 0,56%) em Porto Alegre, item que ficou mais caro em apenas outras duas capitais (Florianópolis e Vitória). O motivo é o tipo de grão consumido no Estado, o preto, que vai no sentido inverso do carioquinha, preferido na maioria das regiões brasileiras. "O feijão preto demonstra essa possibilidade de aumento a partir de agora porque está saindo do período de safra. Mesmo assim, segue muito mais barato do que antes", comenta Daniela. Em 12 meses, o grão perdeu quase um terço de seu valor em Porto Alegre (-32,38%). Aliado a queda no arroz desde novembro passado (-9,06%), com o qual forma o prato mais comum das residências brasileiras, o movimento é uma boa notícia para a população de menor renda, que proporcionalmente gasta mais com alimentação do que os mais ricos.
Nos acumulados, aliás, a cesta básica em Porto Alegre também está mais barata em relação a si mesma. Apenas em 2017, o preço do conjunto básico já sofreu redução de 3,24%. Na avaliação em 12 meses, a queda é ainda maior, de 5,3%. Com isso, o comprometimento de renda com a compra de alimentos, para quem recebe um salário-mínimo, caiu de 57,96% em novembro de 2016 para 51,52% agora. "Mesmo que o salário-mínimo tenha subido muito pouco neste ano, a alimentação não pressionou o orçamento das famílias. A renda está menor pela conjuntura desfavorável, mas o cenário poderia ser muito pior se não houvesse essa redução nos alimentos", comenta Daniela.
Além da queda na renda nos brasileiros, que afeta a demanda, a redução no preço dos alimentos é explicada pelo clima favorável à maioria das culturas neste ano e pela estabilidade no câmbio, que ajuda a conter os custos de produção. "É esse um dos fatores que tem puxado a inflação para baixo, pois a alimentação é frequentemente o setor que tem mais peso nos índices", explica Daniela. A economista do Dieese ressalta, porém, que as constantes altas recentes em energia e combustíveis, além de impactar diretamente as famílias, pode contribuir para a reversão da tendência de queda nos preços dos alimentos nos próximos meses.

Confiança dos comerciantes consolida quarta alta consecutiva

O cenário formado pela retomada da confiança dos empresários, pela proximidade das festas de final de ano e por uma conjuntura econômica menos restritiva foi fundamental para que o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), medido pela Fecomércio-RS tenha alcançado 104,9 pontos no mês de novembro. Segundo a pesquisa divulgada ontem, o indicador registrou elevação de 8,1% em relação ao mesmo período do ano passado - consolidando a quarta alta consecutiva. "A confiança permanece em patamar otimista, em linha com o momento de recuperação econômica e com as expectativas mais favoráveis para 2018", afirma o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.
O indicador que mede as condições atuais do empresário do comércio (Icaec) avançou 34,1% em novembro na comparação interanual. Aos 77,7 pontos, o momento atual de inflação baixa e juros reduzidos contribuiu para a melhora generalizada do indicador. A avaliação dos empresários quanto à economia e ao setor segue em recuperação, puxado pela retomada do mercado de trabalho.
As expectativas dos empresários do comércio (IEEC) permanecem em nível otimista, atingindo 144,2 pontos em novembro. O crescimento de 0,9%, embora tímido, é reflexo do momento atual de inflação e juros reduzidos, além dos resultados favoráveis do Produto Interno Bruto (PIB). "A percepção de recuperação econômica é cada vez maior entre os empresários do comércio", destaca o presidente da Fecomércio-RS.
Já os dados referentes aos investimentos do empresário do comércio (IIEC) mostram uma alta de 2,9% na comparação com novembro do ano passado, alcançando 92,9 pontos. O indicador mantém sua trajetória em direção à neutralidade. Com a consolidação das expectativas, especialmente no que diz respeito à recuperação econômica, aos poucos a intenção de investimento vem melhorando. No entanto, os investimentos para 2018, estarão fortemente condicionados aos possíveis cenários eleitorais.
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