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Porto Alegre, terça-feira, 05 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

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negócios corporativos

Notícia da edição impressa de 06/12/2017. Alterada em 05/12 às 21h20min

Gaúcha Fras-le formaliza joint venture na Ásia

Carvalho aposta no potencial de crescimento do mercado asiático

Carvalho aposta no potencial de crescimento do mercado asiático


/OLHO DIGITAL/DIVULGAÇÃO/JC
Focada na produção de autopeças, tendo como carro-chefe materiais de fricção, a Fras-le, uma das Empresas Randon, e ASK Automotive, fabricante indiana de materiais de fricção, assinaram, ontem, em Caxias do Sul, acordo para a criação de uma joint venture. Pelos termos do acordo, as companhias planejam formar uma parceria estratégica para a produção e o fornecimento de lonas e pastilhas para veículos comerciais para os mercados de reposição e montadora.
Instalada em Manesar, no estado de Haryana, a nova empresa operará com o nome de ASK Fras-le Friction Private Limited, onde os produtos serão fabricados e fornecidos para os mercados de Índia, Bangladesh, Nepal e Sri Lanka, além de serem exportados para outros países através da Fras-le.
A joint venture se dará com o investimento por parte da Fras-le de US$ 5,1 milhões na operação da ASK, que já fabrica produtos para veículos comerciais. A Fras-le terá 51% do controle da empresa, e a ASK Automotive, 49%. As demais empresas do grupo ASK voltadas a outros segmentos do mercado permanecerão sob controle total da ASK Automotive. A joint venture adicionará capacidade e versatilidade na produção de lonas e pastilhas para veículos comerciais (semirreboques, caminhões e ônibus acima de 3,5 toneladas), oferecendo condições para melhoria de custos na estrutura global.
"O mercado de veículos comerciais na Índia é muito grande e com enormes perspectivas de crescimento futuro, e a Fras-le tem que fazer parte desse mercado, alinhado com nossos planos de crescimento e internacionalização", diz o CEO da Fras-le, Sérgio de Carvalho, referindo-se, entre outros, à estabilidade da economia.
"Dentro de nosso grupo, temos uma longa história de participação em joint ventures e acreditamos que esta será mais uma cooperação bem sucedida", disse David Abramo Randon, presidente das Empresas Randon.
 

Francesa Lactalis compra laticínio Itambé e se consolida no Brasil

A Lactalis comprou o laticínio mineiro Itambé, que pertencia à Cooperativa de Produtores de Leite de Minas Gerais (CCPR). Pela primeira vez desde sua fundação, em 1948, a Itambé não estará nas mãos dos produtores rurais. A companhia francesa passou na frente dos mexicanos da Lala, que também tentavam comprar a Itambé. A Lala adquiriu recentemente a Vigor, que pertencia à J&F, holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista, e tentou incluir a empresa mineira no pacote.
Desde 2013, a J&F era sócia da Itambé com 50% de participação e dividia o controle com a CCPR. A cooperativa, no entanto, preferiu exercer seu direito de preferência e recomprar a fatia dos Batista do que fechar negócio com a Lala.
O valor da transação não foi divulgado, mas pessoas que acompanharam o processo dizem que a Lactalis pagou um ágio em relação ao R$ 1,4 bilhão oferecido pela Lala. O negócio ainda está pendente de aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), mas, ontem, Patrick Sauvageot, CEO da Lactalis para América Latina, esteve na Itambé para se apresentar à equipe. A operação deve ser concluída no primeiro semestre de 2018.
O negócio também inclui um acordo de fornecimento de leite de longo prazo entre a CCPR e a Lactalis. Em comunicado enviado aos seus colaboradores, ao qual a reportagem teve acesso, a Lactalis informa que o objetivo da "parceria estratégica" é "criar o líder nacional de produtos lácteos".
Com a aquisição da Itambé, a Lactalis se firma como a maior compradora de leite do Brasil, ultrapassando a suíça Nestlé. No ano passado, a Nestlé captou 1,69 bilhão de litros, seguida pela Lactalis com 1,62 bilhão, e pela CCPR/Itambé com 1,1 bilhão, conforme ranking elaborado pela Associação Leite Brasil.
A Lactalis chegou ao País depois de adquirir os ativos que pertenciam à BRF, quando a companhia decidiu deixar de atuar em lácteos. Além das fábricas, foram compradas marcas como Batavo e Elegê.
Os franceses são competitivos no Brasil em leite longa vida e queijo, mas perdem para os rivais Nestlé e Danone em produtos de maior valor agregado como iogurte. Com a Itambé, ganharão força também em leite em pó e leite condensado.
Após a conclusão da venda, a CCPR, que já teve problemas com alto endividamento, ganhará uma expressiva disponibilidade de caixa. Mas os produtores podem perder poder de barganha na venda do leite.
Quando os Batista venderam a Vigor, a CCPR pediu apoio da Codemig (Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais) e do Bndes para exercer o direito de preferência e evitar o negócio com a Lala.
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