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Porto Alegre, quarta-feira, 06 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Cultura

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Cinema

Notícia da edição impressa de 07/12/2017. Alterada em 06/12 às 18h33min

Cinemateca Capitólio Petrobras recebe a mostra Cinema da América do Sul

Argentino Zama está em mostra sobre filmes da América do Sul

Argentino Zama está em mostra sobre filmes da América do Sul


/CINEMATECA CAPITÓLIO PETROBRAS/DIVULGAÇÃO/JC
Um dos poucos - e resistentes - cinemas de calçada de Porto Alegre, a Cinemateca Capitólio Petrobras começa, nesta quinta-feira, uma seleção de filmes que valoriza produções latinas. Com entrada franca, a mostra Cinema da América do Sul apresenta uma programação com 12 filmes contemporâneos oriundos de sete países do continente: Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Chile, Paraguai e Peru.
As obras foram escolhidas por seus olhares inquietantes e a busca pela experimentação na linguagem cinematográfica. Entre as temáticas exploradas estão as angústias políticas do período colonial e das recentes ditaduras militares, as derivas juvenis nos espaços urbanos e as tensões sociais em contextos periféricos.
Na sessão de abertura, a atração é Zama, o mais recente filme da argentina Lucrecia Martel (O pântano, A menina santa). Adaptação do romance homônimo de Antonio Di Benedetto, o longa foi exibido com destaque no Festival de Veneza e concorre ao Sur Awards 2017, premiação de cinema argentino, nas categorias de Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Filme de Ficção e Melhor Diretor.
A trama se passa no fim do século XVIII e gira em torno de Zama, um oficial da coroa espanhola nascido na América do Sul, que precisa da liberação do rei para ser transferido de cidade. Enquanto a autorização não chega, ele segue, submisso, trabalhando para governadores que se alternam no poder. Ao constatar que a carta não irá chegar, Zama se junta a um grupo de soldados que perseguem um perigoso bandido.
Também da Argentina vem As lindas. Melisa Liebenthal assina o roteiro e dirige o filme, e ainda entrevista amigas sobre suas experiências da infância e da adolescência. Através desses relatos, a diretora dá vida a um material que costura suas vivências com lembranças e imagens de vídeos caseiros para criar uma narrativa a respeito da construção de um modelo de mulher e para tentar desnaturalizar suas supostas obrigações e proibições, em especial às vinculadas à imagem.
O boliviano Viejo Calavera acompanha as mudanças na vida do Elder Mamní. Após perder o pai, o jovem vai morar com a avó e o tio em uma cidade mineira de Huanuni, onde trabalha na mina de um poderoso homem local. Dirigido por Kiro Russo, o longa mostra a transformação que acontece no núcleo familiar após o rapaz descobrir um segredo sobre a morte de seu pai.
Do Peru, Videofilia (e outras síndromes virais), acompanha Luz, uma adolescente que se envolve com drogas e sexo virtual após se formar no colégio. Ao conhecer Júnior, um jovem com quem conversa on-line, uma série de eventos bizarros acontecem.
Outra sessão de destaque da mostra é a exibição única de A telenovela errante, filmado em 1990 pelo chileno surrealista Raúl Ruiz. A obra foi finaliza neste ano, após a morte do diretor, por sua companheira de vida e trabalho Valeria Sarmiento.
Entre as produções nacionais, António Um Dois Três marca a estreia de Leonardo Mouramateus como diretor de longa-metragem. Baronesa, de Juliana Antunes, vencedor da prestigiada Mostra Aurora do Festival de Tiradentes deste ano, apresenta a realidade periférica de Belo Horizonte a partir do cotidiano de duas vizinhas.
Também de Minas, a sessão de encerramento da mostra será Arábia, de Affonso Uchoa e João Dumans, o grande vencedor do Festival de Brasília deste ano, um filme que recoloca a luta de classes no centro das preocupações políticas do cinema brasileiro.
Também estão na programação os chilenos A ideia de um lago e Rei; o paraguaio A última terra; e o colombiano Damiana. As sessões acontecem nos horários das 15h, 17h e 19h. A programação diária está disponível na edição impressa do Jornal do Comércio.
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