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Porto Alegre, terça-feira, 05 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Cultura

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MÚSICA

Notícia da edição impressa de 06/12/2017. Alterada em 05/12 às 17h53min

Yanto Laitano lança novo disco em show no Ocidente

Yantux é formado por 18 faixas, entre conversas telefônicas e canções do mundo pop rock

Yantux é formado por 18 faixas, entre conversas telefônicas e canções do mundo pop rock


RAUL KREBS/DIVULGAÇÃO/JC
Ricardo Gruner
Buscar um ponto de equilíbrio entre experimentalismo e música popular já era desejo antigo do músico Yanto Laitano. Com Yantux, seu novo álbum, o compositor avança nesta direção. Formado por canções e curtas vinhetas que contam a história de um personagem homônimo ao título do disco, o trabalho tem lançamento ao vivo hoje à noite. A partir das 22h, músico e banda apresentam o repertório na íntegra, em um show multimídia no Ocidente (Osvaldo Aranha, 960). Ingressos a R$ 30,00 na hora ou a R$ 20,00 pelo site www.sympla.com.br.
Sucessor de Horizontes e precipícios (2010), o novo projeto contém 18 faixas no total - entre conversas telefônicas e canções do universo pop rock. As músicas mais convencionais funcionam de forma avulsa, mas, se ouvido na ordem correta, o álbum apresenta os amores, desilusões e loucuras de um rapaz. A primeira relação é com a personagem Xuxu; a segunda, com a Neo Hippie. Quando os relacionamentos terminam, há uma transição recheada de dor de cotovelo. Há também períodos de desvario do personagem principal, retratados através de momentos em que Laitano se distancia do formato de canção popular. "Tive que esboçar duas relações para encaixar esses altos e baixos todos ali. De certa maneira parece um ciclo interminável, como se fosse possível terminar o disco e começar ele de novo continuamente", explica.
O projeto foi sendo elaborado lentamente nos últimos anos, mas foi em 2017 que Yanto Laitano começou a se empenhar com mais afinco. No começo, as canções foram realizadas de maneira avulsa, até que o músico percebeu que havia um fio condutor que poderia ser desenvolvido.
Através dessa proposta, o compositor e letrista conseguiu falar sobre temas pessoais e abordar diferentes sonoridades. Na metade da narrativa, por exemplo, há uma parte que ele descreve como "hippie", quando a bateria é substituída por violões e violas e os versos falam de banhos de cachoeira e casas no campo. "Remete a meus tempos de morar no Interior", depõe ele, completando: "Essa narrativa serviu para organizar tudo. Talvez tenha até uma influência do fato de eu trabalhar com trilhas de espetáculos de teatro ou cinema. Em todos esses meios a música funciona como um fio condutor".
A ambientação ainda conta com efeitos, ruídos e sonoplastia que podem ser associados à concepção de rádio novela - e que satisfazem o lado experimental do compositor. Ao longo de sua trajetória, o artista esteve envolvido com iniciativas como o Ex-Machina - quando escrevia para "instrumentos" de cozinha, como liquidificadores e batedeiras e explorava seus sons e ritmos. Por outro lado, sua carreira também contempla um projeto com grande apelo popular: a Orquestra de Brinquedos, um musical voltado para crianças, inteiramente tocado com instrumentos de brinquedo por cinco soldadinhos de chumbo. "Yantux é um passo adiante para fazer algo no meio do caminho", ressalta o idealizador.
O espetáculo desta noite é multimídia, com um vídeo cenário composto por projeções de imagens da artista Jana Castoldi. Os músicos interagem com o ambiente e fazem as ligações telefônicas que aparecem  nas vinhetas  do álbum - interpretando o papel dos amigos do protagonista da história. No disco, há participações de nomes como Júlio Reny (no papel de Camarada), Marina Mendo (Neo-Hippie) e Elisa Heidrich (Xuxu), mas optou-se por substituir os convidados pelos integrantes do grupo - ou por gravações de voz. A ideia é acelerar o espetáculo. Ao lado do pianista e cantor, sobem ao palco Beto Chedid (guitarra, violão, harmônica, efeitos e voz), Filipe Narcizo (baixo e voz) e Fábio Musklinho (bateria, voz e efeitos).
Como complemento do repertório, Yanto Laitano também vai entoar músicas presentes em Horizontes e precipícios, como Meu amor, Eu não sou daqui e a autobiográfica Porto Alegre Blues. Já para o futuro, está previsto o lançamento de um DVD da Orquestra de Brinquedos, projeto que demanda mais atenção em outubro e dezembro, devido ao Dia das Crianças e Natal. O registro já foi realizado e deve estar disponível ao público em março.
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