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Porto Alegre, domingo, 03 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Cultura

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artes cênicas

Notícia da edição impressa de 04/12/2017. Alterada em 01/12 às 18h03min

Projeto que fomenta artes cênicas no Rio Grande do Sul é lançado nesta segunda

Intercena pretende internacionalizar as artes cênicas do gaúchas

Intercena pretende internacionalizar as artes cênicas do gaúchas


PIXABAY/DIVULGAÇÃO/JC
Um projeto inovador, que une cultura, conhecimento, artes cênicas e economia, será lançado hoje, a partir das 19h, no Teatro do Centro Histório-Cultural Santa Casa (Independência, 75). O Intercena pretende internacionalizar as artes cênicas do Rio Grande do Sul, propondo um enfrentamento das complexidades atuais da cultura no Brasil.
O projeto é liderado por Alexandre Vargas, diretor artístico, curador e coordenador do Festival Internacional de Teatro de Rua de Porto Alegre, além de integrante da Rede Brasileira de Festivais de Teatro do Brasil. Segundo conta, a iniciativa surgiu "a partir de um olhar e de um processo de trabalho que se propõe a pensar as artes cênicas do Brasil em relação ao seu contexto histórico, econômico, político e cultural, dentro de um processo de ampliação da presença desta arte no circuito internacional".
A primeira edição do Intercena segue até março de 2018, com intensa programação. Hoje, na abertura, acontece um painel com curadores e artistas convidados: Elder Patrick Maia Alves (Universidade Federal de Alagos), Marcelo Bones (coordenador do Observatório dos Festivais), Marcelo Milan (Ufrgs), Alexandre Mendonça Gonçalves e Mariana Ribas (ambos do Ministério da Cultura). A mediação é de Vargas.
O Intercena irá promover, ainda, uma capacitação para 22 companhias de artes cênicas do Rio Grande do Sul; uma rodada de negócios com mais de 30 curadores e programadores de festivais nacionais e internacionais; e, ainda, o Seminário Internacional Sobre Festivais de Artes Cênicas.
No caso da capacitação, explica Vargas, os grupos irão desenvolver, entre outras atividades, um planejamento estratégico para potencializar as ações de circulação de cada núcleo para todo o Brasil e outros países. "Entre os tópicos abordados estão as rotas de circulação (como festivais e salas) e avaliação de materiais expositivos", avisa ele. A ideia é gerar trabalho e renda e assegurar autonomia, ao conquistar melhores condições para os artistas cênicos em toda cadeia produtiva.
De acordo com Vargas, a rodada de negócios é o momento de encontro entre programadores e curadores de festivais com os artistas. "Vamos aproximar as 22 companhias que participaram da capacitação com esses agentes. A intenção é difundir a produção de artes cênicas (circo, teatro e dança) do Rio Grande do Sul", explica o idealizador do Intercena.
Já o seminário, por sua vez, acontecerá em quatro etapas, cada uma ocorrendo em um dia. Serão temas: festivais e economia; festivais e suas curadorias; festivais internacionais versus festivais nacionais; e políticas culturais para os eventos de artes cênicas. Entre os convidados, conforme Vargas, nomes de peso do cenário cultural, como o Festival Internacional de Londrina (Filo); o Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto (SP); o Cena Contemporânea (Brasília); e o Festival de Buenos Aires (Fiba), entre muitos outros.
O Intercena surge em um momento de amadurecimento do cenário de artes cênicas. Vargas lembra que, a partir de 2015, a Rede Brasileira de Festivais de Teatro desenvolveu o Sistema de Indicadores dos Festivais de Teatro do Brasil (SIFTB), uma estrutura de avaliação para o setor através de indicadores.
Entre os parceiros, estão a Secretaria da Economia da Cultura do Ministério da Cultura; o Núcleo de Estudos em Economia Criativa e da Cultura da Ufrgs; o Observatório dos Festivais e a Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerias (Face/UFMG); entre outros.
"O resultado dessas pesquisas, ou do processo dessas pesquisas, serão apresentados no Intercena e servirão como insumos teóricos e conceituais sobre a estruturação de um Plano Nacional para os Festivais", destaca Vargas.
Os trabalhos apontam questões que são significativas para estruturar o setor, como a fundamentação de uma agenda em economia da cultura e indústrias criativas para os festivais de teatro no Brasil. Tudo isso será conhecido durante a programação do Intercena, evento viabilizado financeiramente pela Braskem. Mais informações no site do projeto.
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