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Porto Alegre, quarta-feira, 06 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 07/12/2017. Alterada em 06/12 às 21h44min

Corrupção na CBF

Os norte-americanos fazem com José Maria Marin, o ex-todo poderoso presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o que a Justiça brasileira não fez: julgamento. E não é por falta de provas. O Jornal Nacional de terça-feira mostrou gravação de uma conversa de 2014, em que Marin acerta a propina com o empresário brasileiro J. Hawilla nos contratos em que a CBF vende o direito de imagem dos jogos da seleção brasileira. Hawilla fez delação premiada para escapar da prisão nos Estados Unidos e terá que devolver US$ 151 milhões. Esse diálogo consta do relatório alternativo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Futebol, apresentado há exatamente um ano no Senado Federal, pelo senador Romário (Podemos-RJ), presidente da CPI.
Bastidores da CPI
Em setembro passado, Romário lançou o seu livro, em que relata os bastidores da CPI: "Um olho na bola, outro no cartola - O crime organizado no futebol brasileiro". Trata-se de um relato em que o senador conta as dificuldades para investigar a corrupção no futebol, e como a CBF age, por seus lobistas, para travar os trabalhos. No livro, publicado pela editora Planeta, Romário faz um resumo da sua transição do futebol para a política, motivada pelo nascimento de sua filha, Ivy, com Síndrome de Down, hoje com 12 anos.
Espertos cartolas
Na prática, os espertos cartolas da CBF - Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero - vendiam as transmissões dos jogos da seleção brasileira para empresas estrangeiras, que comercializavam a imagem e o prestígio desse nosso patrimônio. Para terem esse direito, pagavam volumosas propinas aos dirigentes, em conhecidos paraísos fiscais. Todos os detalhes que revelam a corrupção na CBF estão no livro de Romário, que é uma oportuna leitura para se conhecer como o nosso futebol é explorado nos bastidores, por espertos cartolas.
Mamografias pelo SUS
O Plenário do Senado aprovou projeto de decreto legislativo que assegura o acesso de mulheres entre 40 e 49 anos ao exame de mamografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O texto, da deputada Carmen Zanotto (PPS-SC), tem como relatora a senadora gaúcha Ana Amélia (PP), e torna sem efeito uma portaria do Ministério da Saúde. A matéria vai à promulgação. "O projeto é bom para as mulheres e para os municípios, que terão redução nos gastos nessa área. Não podemos negligenciar, câncer é doença muito grave, e o diagnóstico precisa ser feito na hora certa", argumentou a senadora Ana Amélia.
Trabalho escravo
"O combate ao trabalho análogo à escravidão não pode ser monopólio de uma categoria, um partido ou um governo. Deve ser uma ação conjunta da sociedade", afirmou o ministro Ronaldo Nogueira (PTB), do Trabalho, ao citar, em audiências públicas, na Câmara dos Deputados e no Senado, na manhã desta quarta-feira, as novas regras editadas em outubro, e que têm como um dos objetivos dar instrução ao auditor do trabalho para a elaboração dos processos administrativos. O ministro assinalou: "nossa intenção é trazer provas ao processo administrativo para abrir um processo criminal".
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