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Porto Alegre, quarta-feira, 06 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

JC Logística

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Petróleo

Notícia da edição impressa de 07/12/2017. Alterada em 06/12 às 21h50min

Opep e parceiros fazem acordo para conter produção

De acordo com ministro da Arábia Saudita, capacidade ociosa está próxima de 2 milhões de barris

De acordo com ministro da Arábia Saudita, capacidade ociosa está próxima de 2 milhões de barris


/KAREN BLEIER/AFP/JC
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e o grupo de grandes produtores liderados pela Rússia deverão cumprir o acordo de limitar a produção da commodity até o fim de 2018, uma vez que a tarefa de reequilibrar o mercado ainda não foi concluída, mas eles dispõem de oferta suficiente com a qual podem responder a quaisquer interrupções repentinas, disse o ministro de Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih. "Nossa projeção é de que os estoques não cairão significativamente nos próximos quatro meses, exatamente como temos visto em 2017", afirmou Falih a repórteres em Riad.
Já a oferta de países que não participam do acordo de redução na produção do petróleo, incluindo os EUA, continuará crescendo nesse meio tempo. "Sendo assim, vamos esperar para ver a exata taxa de diminuição (dos estoques) no segundo trimestre e vamos revisá-la em junho, com a expectativa, a menos que algo inesperado aconteça, de que não mudaremos a trajetória no segundo semestre do ano", declarou Falih.
Na semana passada, a Opep, Rússia e outros grandes produtores que controlam cerca de 60% da oferta mundial de petróleo prometeram em Viena continuar reduzindo a produção combinada em cerca de 1,8 milhão de barris por dia até o fim de próximo ano. Anteriormente, o pacto iria vencer em março. A renovação do acordo veio num momento decisivo para a indústria petrolífera, que atravessa uma recuperação ainda frágil. Os cortes na produção estão em vigor desde janeiro.
Na semana passada, contudo, a Opep e parceiros disseram que poderão rever a necessidade de manter os atuais limites de produção quando voltarem a se reunir, em junho, a pedido da Rússia. Isso significa que os cortes poderão ser suspensos antes do previsto se houver uma avaliação de que os preços em alta estão ajudando produtores de óleo de xisto dos EUA, em detrimento de países que estão contendo sua produção.
Falih ressaltou, no entanto, que os produtores ainda têm "capacidade ociosa próxima de 2 milhões de barris". O ministro saudita falou após se reunir com o Secretário de Energia dos EUA, Rick Perry.
O Brasil fechou o mês de outubro deste ano produzindo mais gás natural e menos petróleo nos campos nacionais, segundo o Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural, divulgado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). De acordo com os dados, a produção total de petróleo e gás natural nos campos nacionais (petróleo equivalente) em outubro foi de aproximadamente 3,348 milhões de barris, inferior à produção de setembro (3,370 milhões).
Enquanto a produção de gás natural totalizou 115 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), registrando um crescimento de 5,6% em relação a outubro do ano passado e 0,5% sobre o mês de setembro; a de petróleo totalizou 2,627 milhões de barris, que equivale a uma queda de 0,9% em relação a setembro e estabilidade em relação ao mesmo período do ano passado (0,1%).
O Boletim Mensal da ANP também constatou queda na produção do pré-sal em outubro, em relação a setembro. Segundo a agência reguladora, a produção de óleo equivalente (petróleo e gás natural) totalizou aproximadamente 1,628 milhão de barris por dia, uma redução de 2,9% em relação ao mês anterior.
Isoladamente, o pré-sal produziu, nos 79 poços em atividade, 1,306 milhão de barris de petróleo por dia e 51 milhões de metros cúbicos de gás natural. A produção do pré-sal em outubro respondeu por 48,6% do total produzido no País.
Já o aproveitamento do gás natural no Brasil no mês de outubro alcançou 97% do volume total produzido. A queima de gás totalizou 3,4 milhões de metros cúbicos por dia, um aumento de 0,5% se comparada ao mês anterior e redução de 8,9% em relação ao mesmo mês em 2016.
Como em meses anteriores, o campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos, segue sendo o de maior produção tanto de petróleo quanto de gás natural. Em média, o campo de Lula produziu 808 mil barris de petróleo por dia e 34,5 milhões de metros cúbicos de gás natural.
Os campos marítimos produziram 95,2% do petróleo e 79% do gás natural. A produção, segundo a ANP, se deu a partir de 8.054 poços, sendo 737 marítimos e 7.317 terrestres.
Os campos operados pela Petrobras produziram 93,6% do petróleo e gás natural. Estreito, na Bacia Potiguar, teve o maior número de poços produtores: 1.096. Marlim Sul, na Bacia de Campos, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores (96).
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