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Porto Alegre, segunda-feira, 13 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Política

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eleições 2018

Notícia da edição impressa de 14/11/2017. Alterada em 13/11 às 22h32min

Para Dilma, PT dificilmente fará aliança com PMDB

Uma aliança entre o PT e o PMDB para as eleições de 2018, como já vem sendo alinhavada em alguns estados, "dificilmente" acontecerá em nível nacional, afirmou a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em entrevista à rede alemã Deustche Welle. Dilma defendeu o "perdão" ao brasileiro que foi às ruas e "bateu panela achando que estava salvando o Brasil, e que depois se deu conta de que não estava". O perdão, entretanto, não se estenderia ao PMDB ou PSDB.
Ainda assim, Dilma ponderou que algumas figuras do PMDB se posicionaram contra o processo de impeachment, que levou Michel Temer (PMDB) à presidência. "Dificilmente nós faremos aliança com o PMDB em nível nacional. Mas você vai falar que não pode fazer aliança com o Requião? Ele combateu o golpe. Você não vai fazer uma aliança com a Kátia Abreu? Ela foi outra que combateu o golpe", declarou Dilma, lembrando que Renan Calheiros também "não trabalhou pelo impeachment".
A história, apontou Dilma, está dando razão a ela, já que um dos principais cabos do impeachment, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), está preso, e "vários processos mostram que ele comprou deputados".
O processo de impeachment - ou, como prefere Dilma, golpe - fez o PSDB "sumir", apontou. "Os conservadores produziram a extrema-direita, o MBL (Movimento Brasil Livre) e o (Jair) Bolsonaro (PSC-RJ)", afirmou Dilma. "O que é novo no Brasil? O gestor incompetente, tipo (Donald) Trump? O João Doria (PSDB)? Ou será a animação de auditório como política social, que é o (Luciano) Huck?"
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