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Porto Alegre, sexta-feira, 10 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Política

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Eleições 2018

10/11/2017 - 23h34min. Alterada em 11/11 às 00h28min

Meirelles despista sobre candidatura e recusa volta de 'trajetória populista' na economia

Ministro disse que especulação sobre candidatura é sinal de que a economia está melhorando

Ministro disse que especulação sobre candidatura é sinal de que a economia está melhorando


DUDU LEAL/DIVULGAÇÃO/JC
Paulo Egídio
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta sexta-feira (10), em Porto Alegre, que decidirá “no momento adequado, quando chegar a hora” se será candidato a algum cargo nas eleições de 2018. Questionado por jornalistas após a palestra realizada na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), o ministro, que tem sido cotado para concorrer à presidência da República em 2018, disse que não tem nenhuma decisão tomada, embora “muitas pessoas queiram que ele se candidate”.
Tido como principal fiador da melhora econômica do país, Meirelles declarou também que os rumores sobre sua possível candidatura ao Palácio do Planalto não interferem na avaliação do Congresso Nacional na garantia dos rumos da política econômica. “Mas é um sinal de que a economia está melhorando”, ponderou.
Além de desconversar sobre suas pretensões políticas, o ministro afirmou que considera pouco provável uma retomada do que chamou de “trajetória populista” na condução da política econômica. “O ambiente é positivo para a continuação das reformas, por isso a probabilidade de continuidade (nos rumos econômicos) é grande”, opinou.
Meirelles indicou ainda que, para 2018, a inflação deve ficar abaixo do centro da meta definida na política econômica em marcha, ao passo que a expectativa de alta do Produto Interno Bruto (PIB) para o próximo ano é de 2,5% “com viés de alta”.
Sobre a reforma da Previdência, o ministro disse que o empenho do governo é que ela seja votada ainda neste ano, pelo menos na Câmara dos Deputados, admitindo que mudanças no texto original podem ser negociadas, “desde que a economia fiscal se mantenha em um certo patamar”. Pela manhã, Meirelles participou do evento Brasil de Ideias e admitiu que aceita rever patamar de impacto fiscal dentro de um limite substancial, referindo-se à margem que o governo aceitaria para conseguir passar a reforma. Na mesma sessão, ele disse que há risco de um candidato antimercado vencer em 2018, mas não citou nomes.
Em sua explanação à plateia na Fiergs, o ministro apresentou dados positivos sobre a demanda final e o recuo do desemprego no País, além de apontar um viés de alta na confiança dos empresários. “Esse crescimento da confiança reflete na economia em aproximadamente seis meses, o que mostra que a atividade econômica deve continuar crescendo fortemente”, assegurou.
O ministro ainda ressaltou que a recuperação do Rio Grande do Sul é mais intensa do que a média brasileira e detalhou a agenda de reformas estruturais e microeconômicas implementadas pelo governo de Michel Temer (PMDB), além de sublinhar a necessidade da aprovação da reforma previdenciária. “Sem a reforma, agências de risco falam em downgrade (queda na avaliação de risco do país)”, alertou.
Ao apresentar Meirelles, o presidente da Fiergs, Gilberto Petry, elogiou o “currículo irretocável” do ministro, salientou que a política econômica do governo federal é próxima da pauta industrial e garantiu o apoio da entidade à reforma da Previdência e aos ajustes macroeconômicos. “Devidamente estimulada, a indústria dará resposta à retomada do crescimento”, garantiu Petry. O governador José Ivo Sartori (PMDB), que iria se pronunciar após o ministro, deixou de falar devido ao atraso no início do evento. 
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