Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 08 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

reestruturação do estado

Notícia da edição impressa de 09/11/2017. Alterada em 08/11 às 21h28min

Frente busca apoio contra venda de ações do Banrisul

Entidade que representa municípios levará tema aos prefeitos

Entidade que representa municípios levará tema aos prefeitos


FREDY VIEIRA/JC
Bruna Suptitz
A possibilidade de venda de ações do Banrisul, anunciada no início de outubro pelo governo do Estado e cujo processo deve estar estruturado até dezembro, foi tratada ontem em reunião entre a Frente Parlamentar em Defesa do Banrisul Público e a Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs).
O objetivo, explica o deputado estadual Zé Nunes (PT), que preside a frente, é informar os municípios sobre os impactos que sofreriam com essa medida.
A operação colocará no mercado 49% das ações ordinárias de propriedade do Estado - aquelas que dão direito ao voto - e todas as ações preferenciais (dividendos) que ainda pertencem ao Estado - parte já havia sido aberta em 2007, no primeiro ano do governo de Yeda Crusius (PSDB, 2007-2010). Se concretizada a medida, o governo mantém o controle do banco, mas sua participação ficará em 25,5% das ações.
A justificativa apresentada pelo Palácio Piratini, quando anunciou a medida, foi que o dinheiro da venda será utilizado para saldar dívidas.
Contudo, Nunes observa que o retorno financeiro do negócio, projetado pela Federação dos Trabalhadores(as) em Instituições Financeiras do Rio Grande do Sul (Fetrafi-RS) em R$ 1,5 bilhão, "não paga nem uma folha do funcionalismo".
"Se seguir com a venda de ações, parte do lucro que hoje fica aqui vai, na melhor das hipóteses, para São Paulo. Das vendas em 2007, a maioria foi para fora do Brasil", explica Denise Corrêa, diretora da Fetrafi-RS e do Sindicato dos Bancários de Pelotas, comparando a atual iniciativa com a realizada no governo Yeda.
Também diretor da Fetrafi-RS, Carlos Augusto Rocha completa que isso representa abrir mão de receita futura, pois o lucro deixaria de voltar ao Estado.
Everton Gimenis, presidente do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, lembra que o Banrisul é a instituição financeira que mais atende ao Interior, sendo que, em 96 cidades, é o único banco presente.
O presidente da Famurs e prefeito de Rio dos Índios, Salmo Dias (PP), se comprometeu em levar o tema para debate dos municípios gaúchos. "Como cidadão, sou contra, até porque o Banrisul é um símbolo para o Estado e uma entidade que dá lucro", informou Dias.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia