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Porto Alegre, quinta-feira, 30 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Notícia da edição impressa de 30/11/2017. Alterada em 29/11 às 22h23min

Realidade econômica mundial supera o pessimismo

Os indicadores continuam apontando para uma recuperação gradual da economia do Brasil. Porém essa ainda tênue recuperação doméstica vem acompanhada - o que é muito bom para nós - do avanço da economia global.
Tanto é que, apesar das dificuldades do governo na área fiscal, o setor público consolidado, Governo Central, estados, municípios e estatais, com exceção de Petrobras e Eletrobras, apresentou superávit primário de R$ 4,758 bilhões em outubro. Mas, no ano até outubro, o setor público acumulou déficit primário de R$ 77,352 bilhões, ou 1,43% do Produto Interno Bruto (PIB).
No entanto, 2017 caminha para ser o melhor ano desde 2010, seja nos Estados Unidos, seja na zona do euro, crescendo mais rapidamente do que o esperado. O estudo é da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A entidade divulgou que uma maior aceleração deve ocorrer em 2018. Porém advertiu que o crescimento pode desacelerar em 2019 sem novas medidas para encorajar o investimento das empresas, que continua abaixo dos níveis anteriores à última crise.
"Nós não vemos uma ruptura do padrão de crescimento", disse Catherine L. Mann, economista-chefe da OCDE. Para ela, boa parte do recente impulso no crescimento se deve à continuidade de políticas de apoio de bancos centrais pelo mundo, com a recente adição de políticas fiscais de mais estímulo, que incluem a proposta de cortes de impostos nos Estados Unidos.
Para a entidade, porém, falta uma intensificação na concorrência, que levaria a um aumento nos investimentos e a ganhos na produtividade, o que por sua vez elevaria os salários reais. Tudo indica, então, que o que tem faltado nos últimos 10 anos é dinamismo nos negócios.
É que a forte competição internacional deixa as pessoas nervosas, com razão. Mas, quando as empresas concorrem umas com as outras para deixar os consumidores mais felizes, isso é algo bom, sabemos todos. Mas o Brasil tem que se internacionalizar mais. Tem que abrir mercados, pois temos, ainda, uma das economias mais fechadas do mundo, segundo alertou Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central.
Assim, é necessário um novo impulso para se abrir mercados para bens e serviços, bem como para trabalhadores. A OCDE tem repetido, nos seus últimos relatórios, a advertência sobre um descompasso entre o comportamento de rápida alta nos preços dos ativos e progresso econômico mais modesto, além de acrescentar uma nova nota de preocupação sobre os altos níveis das dívidas, caso do Brasil. Fazendo coro ao relatório do Banco Mundial, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico divulgou que seria muito bom que ocorressem mudanças como reformas nos sistemas tributários para retirar incentivos para empresas a fim de que elas emprestem mais, em vez de levantar novo capital acionário.
É a situação do Brasil, segundo especialistas. A OCDE elevou suas projeções de crescimento para os EUA e a zona do euro neste ano e no próximo. Ela agora espera que os EUA avancem 2,2% neste ano e 2,5% em 2018. No caso da zona do euro, a projeção subiu de 2,1% para 2,4% em 2017 e de 1,9% para 2,1% em 2018. No geral, a organização espera que a economia mundial cresça 3,6% neste ano e 3,7% em 2018.
Então, como as perspectivas do mercado nacional são de fortes compras nas festas do final do ano, espera-se, em contrapartida, a geração de postos de trabalho, a grande e geral aspiração, quando temos cerca de 12,5 milhões de desempregados. Resta aguardar que isso se concretize.
 
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