Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 14 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Opinião

COMENTAR | CORRIGIR

editorial

Notícia da edição impressa de 14/11/2017. Alterada em 13/11 às 19h21min

Consolidar a República que os brasileiros almejam

Neste dia 15 de novembro, o Brasil assinala a data da Proclamação da República. Em meio a desvios de conduta em diversos setores, públicos e privados, chegando até altos escalões do Congresso, alguns poderiam repetir uma frase em uso pelos que contestam algumas datas, dizendo que não há nada para ser comemorado. Mas, mesmo em meio a tantos dissabores e decepções da nacionalidade, temos sim o que festejar, almejando a consolidação de uma República com que todos nós sonhamos.
A Proclamação da República veio por meio do marechal Deodoro da Fonseca, primeiro presidente da República brasileira em um governo provisório, de 1889 a 1891. Ironicamente, antes, ele era contrário ao movimento republicano e um defensor da monarquia. Para Deodoro, apesar de todos os seus problemas, a monarquia continuava sendo o "único sustentáculo do País, e a república sendo proclamada constituiria uma verdadeira desgraça por não estarem, os brasileiros, preparados para ela".
Os problemas no Império estavam em várias instâncias que davam base ao trono de Dom Pedro II, como o descontentamento da Igreja Católica, julgando que D. Pedro II interferia demais em decisões eclesiásticas, a insatisfação de oficiais do Exército pela determinação do imperador que os impedia de manifestar nos periódicos suas críticas à monarquia.
E após a Lei Áurea, os fazendeiros paulistas que já importavam mão de obra imigrante se tornaram contrários à monarquia. Finalmente, as classes urbanas em ascensão buscavam maior participação política e encontravam no sistema imperial um empecilho para alcançar maior liberdade de econômica e poder de decisão na política.
O governo republicano provisório teve Deodoro como presidente, marechal Floriano Peixoto como vice-presidente, tendo como ministros Benjamin Constant, Quintino Bocaiuva, Ruy Barbosa, Campos Sales, Aristides Lobo, Demétrio Ribeiro e o almirante Eduardo Wandenkolk, membros da Maçonaria. A filosofia Positivista de Auguste Comte esteve presente na construção dos símbolos da República. Desde a produção da bandeira republicana, com a frase que transborda a essência da filosofia de Augusto Comte, "Ordem e Progresso".
Passados 128 anos daquele dia, muitos se perguntam se, realmente, os brasileiros não estariam ainda sem uma República melhor, em que o império das leis esteja governando a Nação, permeando todas as instituições, e principalmente, punindo, com rigor, os desvios de conduta. Mas a experiência mostra ser esse o melhor modelo de governo. A origem da palavra República é do latim, res publica, ou coisa pública.
O conceito de república confunde-se com democracia, às vezes tomado no seu sentido etimológico de bem comum. Não houve grandes mudanças com a Proclamação da República no Brasil. De imediato, a abertura da política aos homens de posses, principalmente na agricultura. O poder da máquina pública no Império estava concentrado na figura do imperador, que administrava as decisões políticas. Na República abre-se espaço para a classe enriquecida que carecia desse poder.
Agora, mesmo com tantos problemas, devemos consolidar uma República em que a educação, a saúde e a segurança sejam os pilares da nacionalidade, com os Poderes atuantes no Estado Democrático de Direito. Assim, evitaremos as crises cíclicas em que discursos mirabolantes apontam para milagres administrativos que, na prática, acabam adiando um porvir bem melhor para o País.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
michael marques 14/11/2017 15h32min
Você esta de brincadeira. Então comemore sozinho. Só deve ser o único delirante que acha que a República deu certo em alguma coisa. Com tudo que aconteceu, só me resta dizer, "Ave Império do Brazil", fora a República Caudilha do Brasil. VivaDomLuiz