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Porto Alegre, quarta-feira, 08 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 09/11/2017. Alterada em 08/11 às 20h21min

As bandeiras e seu custo

Fernando Zancan
Pela mídia sabemos que com a Bandeira Vermelha aumentará o custo na tarifa de energia elétrica e que isso decorre do uso das térmicas, que são tidas como caras. O parque gerador brasileiro passa por um processo de transformação e transição.
A hidreletricidade continuará como a principal fonte de geração de energia, mas sua participação no total da potência instalada do Sistema Interligado Nacional (SIN) será reduzida de 71,5% em 2016 para 68,3% em 2021. As novas hidrelétricas serão do tipo a fio d'água e, consequentemente, a capacidade de regularização do SIN diminuirá, tornando-o cada vez mais dependente de geração complementar à hídrica. Vejam que o uso de térmicas é fundamental para dar a segurança energética ao Pais, principalmente com a maior entrada de usinas intermitentes como solar e eólicas. Portanto, o fato de ligarmos as térmicas faz parte da operação do sistema interligado e o seu custo é sistêmico visando garantir a segurança energética. Ocorre que isso não é dito para a sociedade e as térmicas passam a ser as vilãs. Temos um estresse hídrico similar a 2001 e 2014. Essa baixa hidraulicidade reflete uma mudança de regime hídrico nos últimos anos.
A segurança energética é dada pela diversificação das fontes em uma matriz energética equilibrada, vide o Japão onde o carvão tem 26%. O uso das térmicas deve ser desmistificado. Deveríamos discutir que tipo de térmicas são as mais baratas e como diminuímos o custo do sistema, quando as mesmas são chamadas a operar. Como exemplo, citamos o caso do Complexo de Pecém, com 1.085 MW, no Ceará, que usa carvão importado. Caso esse complexo não existisse, seriam usadas térmicas com custo mais alto. As UTEs de Pecém foram despachadas 70% nesse ano e, nos últimos 12 meses, a economia em nossa conta de luz foi de R$ 1,3 bilhão, sendo R$ 770 milhões nos últimos três meses. Quanto ao custo do despacho, as térmicas a carvão nacional, ou mesmo o importado, têm menor custo/KWh do que as térmicas à Gás Natural Liquefeito (GNL), que comparando com carvões de Candiota, chegam a ser mais de quatro vezes mais caras. Como precisamos de térmicas para garantir a segurança energética do sistema brasileiro, sob a ótica do setor elétrico, é necessário implementar térmicas que tenham o menor custo, visando a bandeira verde.
Presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral
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