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Porto Alegre, quarta-feira, 08 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 08/11/2017. Alterada em 07/11 às 20h16min

A má gestão do dinheiro do contribuinte

George H. F. Ferrugem
Milton Friedman (1912-2006) foi um famoso economista americano, ganhador de um Prêmio Nobel de Economia por seus trabalhos sobre análise do consumo, teoria monetária e pela relevante contribuição para o entendimento da complexa política de estabilização econômica. Em uma das suas obras, intitulada "Livre para Escolher", Milton Friedman analisa a forma como as pessoas (e por analogia os governos) podem gastar o dinheiro.
A forma mais eficiente de gasto de dinheiro é quando alguém gasta o seu dinheiro consigo mesmo, pois desta forma buscará obter o máximo de benefícios pelo menor custo possível. Outra forma é quando uma pessoa gasta o seu recurso com terceiros e, desta maneira, ela tentará ter o menor custo possível (já que é seu custo), mas o benefício não necessariamente será o melhor. A terceira forma de gastar dinheiro (e aqui já se encontra muito dos agentes públicos) é gastar o dinheiro dos outros, consigo. Desta forma, se irá buscar o máximo de benefícios, sem se importar com os custos (já que este é problema de terceiros). Contudo, a quarta e pior forma de todas é quando se gasta os recursos de terceiros (o contribuinte), com terceiros. Desta forma, não se preocupa com os custos e tampouco com a maximização dos benefícios. Há que se ressaltar, ainda, que dentre os agentes públicos existe uma parcela significativa que é eleita e ao distribuir "benesses", vai garantindo votos para a sua próxima eleição. Desta forma, o Estado, por estar sempre usando recurso de terceiros (contribuintes), sempre acabará incorrendo em um ou outro erro e, por isto, a gestão do dinheiro do contribuinte é sempre a pior possível. Desta forma, o Estado deve ser o menor possível, se ocupando de atividades como saúde, segurança, justiça e educação, tornando-se mais enxuto e eficiente, e reduzindo os espaços para o mau uso do dinheiro do contribuinte.
Contabilista e economista
 
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Comentários
Daniel Pereira D`Alascio 08/11/2017 10h05min
Com respeito ao Sr. George H. F. Ferrugem e sua teoria norte Americana(liberal) de que o estado deve ser o mínimo possível, descordo integralmente. O estado do Rio de Janeiro é um exemplo disso, ou seja estado mínimo, ou até mesmo estado zero. É o mais endividado e se necessitar aumentar a arrecadação terá que aumentar impostos, por que vendeu todas as estatais lucrativas. O problema do estado brasileiro é basicamente três. Corrupção, má gestão e um alto índice de isenções fiscais. O resto é teoria furada de livros de economia que tem como objetivo a quebra de países da América latina. nDaniel Pereira DAlascio Engenheiro Eletricistann