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Porto Alegre, segunda-feira, 13 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Internacional

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Tragédia

Notícia da edição impressa de 14/11/2017. Alterada em 13/11 às 19h31min

Mortos em terremoto na fronteira entre Irã e Iraque passam de 400

Em Sarpol-e-Zahab, no Irã, abalo sísmico deixou 300 pessoas mortas

Em Sarpol-e-Zahab, no Irã, abalo sísmico deixou 300 pessoas mortas


/POURIA PAKIZEH/ISNA/AFP/JC
Um forte terremoto atingiu, no domingo, a fronteira entre o Iraque e o Irã e deixou ao menos 414 mortos - 407 no Irã e sete no Iraque -, segundo balanço divulgado pelas autoridades dos dois países nesta segunda-feira. Mais de 6.700 pessoas ficaram feridas no Irã, segundo a agência estatal Irna. Já no Iraque, são 535 feridos, informou o governo local. O número de desabrigados pode chegar a 70 mil, de acordo com a organização Crescente Vermelho.
Conforme o Instituto Geológico dos Estados Unidos, o tremor de 7,3 graus na escala Richter e profundidade de 33,9 quilômetros teve seu epicentro 32 quilômetros a Sudoeste de Halabja, cidade localizada no Curdistão iraquiano, no Nordeste do país, a apenas 15 quilômetros da fronteira com o Irã. O abalo foi sentido em várias regiões do Irã e do Iraque, e seus reflexos também foram percebidos em cidades da Turquia e de Israel.
Todos os mortos registrados até então no Irã eram da província fronteiriça de Kermanshah, informou o vice-governador Mojtaba Nikkerdar. "Ainda havia muitas pessoas sob os escombros. Nós acreditamos que o número de mortos e feridos vá crescer, mas talvez não muito", afirmou Nikkerdar à emissora de televisão estatal. Ao todo, 14 províncias do país teriam sigo atingidas.
A localidade mais atingida foi a iraniana Sarpol-e-Zahab, que fica em Kermanshah, onde 236 pessoas morreram. Moradores dessa cidade descreveram para a agência de notícias Associated Press o cenário de devastação, com prédios caindo e ruas completamente destruídas. A região está sem água e energia e com problemas no sinal de telefone.
Como o tremor ocorreu pouco depois das 21h locais (16h de domingo pelo horário de Brasília), as equipes de resgate tinham muitas dificuldades, porque o serviço de eletricidade foi interrompido em toda a região, e muitas vilas rurais em localidades remotas ainda não haviam sido alcançadas pelos socorristas, especialmente do lado iraniano da fronteira.
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, ofereceu condolências aos atingidos pelo tremor e disse que todas as agências do governo, incluindo a Guarda Revolucionária, estão à disposição para ajudar no resgate. O primeiro-ministro iraquiano também ordenou prioridade para o caso. O governo da Turquia anunciou que vai enviar imediatamente um carregamento de ajuda humanitária para a região.
 
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