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Porto Alegre, terça-feira, 28 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

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energia

Notícia da edição impressa de 29/11/2017. Alterada em 28/11 às 20h56min

Eletrobras anuncia plano de investimento para 2018-2023 em dezembro

A Eletrobras vai definir o novo plano de negócios da companhia no próximo mês. O presidente da empresa, Wilson Ferreira Junior, disse que o programa de investimentos para 2018 a 2023 contará, ainda, com foco maior nas áreas de transmissão, comercialização e geração.
"Vamos ser grandes na comercialização de energia no mercado livre, continuar sendo grandes em transmissão e na área de geração. Claramente, se você for olhar nos últimos anos, perdemos a relevância, fomos perdendo market share ao longo dos últimos 10, 15 anos. Podemos resgatar o protagonismo da Eletrobras no mercado brasileiro", afirmou Ferreira.
O executivo ressaltou que os novos negócios deverão ser viabilizados após uma forte desalavancagem da companhia. A expectativa é que, até o final do próximo ano, a relação dívida líquida/Ebitda (geração de caixa antes impostos, amortização) deverá ser menor que três vezes. No terceiro trimestre, segundo balanço da companhia, a alavancagem estava em quatro vezes.
"Espero ter concluído a venda das distribuidoras e a participação nas 77 empresas, que são 58 usinas eólicas e 16 linhas de transmissão. Aí, estaremos com condições de participar de qualquer processo. Hoje, não participamos nos leilões, porque ainda temos uma alavancagem alta, o que inviabilizaria qualquer projeto", disse o executivo.
Segundo ele, 2018 será um ano mais promissor para a companhia. Além da expectativa de concluir os processos de vendas das distribuidoras e das participações nas empresas de energia, Ferreira disse que a Eletrobras deve concluir grande parte dos projetos de transmissão e geração em andamento pelo País. "O que não devemos concluir em 2018 é Belo Monte e Angra 3, mas o restante será entregue, mesmo aqueles com atraso."
Ferreira afirmou, ainda, estar otimista com a aprovação do projeto de lei pela Câmara dos Deputados que autoriza e dará a modelagem para a privatização da Eletrobras ainda neste ano. "Estou otimista que entrará para discussão no Senado no começo do ano que vem. Está havendo um esforço do governo para as coisas acontecerem", acrescentou o executivo.
 

Enel inaugura no Piauí maior usina solar do País, com capacidade para atender a 300 mil casas

Parque Solar Nova Olinda abriga 930 mil painéis em 690 hectares

Parque Solar Nova Olinda abriga 930 mil painéis em 690 hectares


/JOÃO ALBERT/DIVULGAÇÃO/JC
A companhia de energia italiana Enel inaugurou, ontem, o maior parque de geração de energia solar do País, com capacidade instalada de 292 megawatts (MW), energia suficiente para abastecer cerca de 300 mil residências.
Com planos para ampliar sua presença neste setor, a companhia avalia que é "um erro" tentar nacionalizar a produção de painéis fotovoltaicos, hoje importados da China. O Parque Solar Nova Olinda teve investimento de US$ 300 milhões e está localizado em Ribeira do Piauí, cidade de 4.263 habitantes a cerca de 380 quilômetros de Teresina.
O parque ocupa uma área de 690 hectares, o equivalente a 700 campos de futebol, em meio à caatinga, e tem quase 1 milhão de painéis para a geração de energia.
É o terceiro parque solar da empresa em operação no Brasil. Os outros dois estão na Bahia, onde a empresa conclui as obras de um quarto empreendimento do tipo, que deve iniciar as operações em dezembro. Ao todo, o conjunto acumula investimentos de US$ 1 bilhão, com capacidade somada de 819 MW. A companhia vendeu a energia de Nova Olinda em leilão realizado pelo governo em 2015, ao preço de R$ 302,00 por megawatt-hora (MWh). O presidente da Enel Green Power, braço de energia renovável do grupo, Antonio Cammisecra, disse que a empresa tem planos de expandir sua atuação no Brasil e avalia participar dos leilões de energia que o governo realizará neste ano.
Ele disse que a companhia já tem em vista um projeto eólico no Piauí, chamado Lagoa do Barro, e estuda disputar também com usinas solares, mas não deu detalhes. Embora veja potencial de crescimento da energia solar no Brasil, Cammisecra, disse que "é um erro" fomentar a produção de painéis fotovoltaicos no País.
Todos os 930 mil painéis do parque Nova Olinda foram comprados na China, com custo equivalente a 30% do total investido (ou aproximadamente US$ 100 milhões). "São coisas que se convém comprar na China, porque estão muito baratos", disse. Controladora de distribuidoras de eletricidade no Rio de Janeiro e em Goiás, a Enel é apontada pelo mercado como uma das concorrentes pelas distribuidoras de eletricidade da Eletrobras.
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