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Porto Alegre, segunda-feira, 13 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

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telecomunicações

Alterada em 13/11 às 20h30min

Oi tem lucro líquido de R$ 8 milhões no 3º trimestre

A Oi, em recuperação judicial, obteve lucro líquido consolidado de R$ 8 milhões no terceiro trimestre de 2017, revertendo o prejuízo de R$ 1,2 bilhão no mesmo período de 2016. Esse é o primeiro lucro reportado pela tele desde o fim de 2015.
O retorno para o azul decorreu da valorização do real frente ao dólar nesse período, uma vez que as dívidas em moeda estrangeira (cerca de US$ 10 bilhões) correspondem a quase metade da dívida bruta.
Com a oscilação do câmbio, o resultado financeiro da Oi gerou uma receita de R$ 45 milhões no terceiro trimestre deste ano, ante uma despesa de R$ 1,7 bilhão um ano antes.
O câmbio tem causado forte impacto a cada trimestre no balanço da companhia, que desmontou as operações de hedge desde que entrou em recuperação, na metade do ano passado. O efeito do câmbio, entretanto, não teve impactos no caixa da operadora.
Considerando apenas as operações da Oi no Brasil, o lucro líquido no terceiro trimestre de 2017 chegou a R$ 218 milhões, ante R$ 1,2 bilhão no mesmo período de 2016.
A Oi é dona de uma fatia de 25% da Unitel, operadora de Angola. O ativo está à venda por US$ 1,3 bilhão. Com a desvalorização do dólar frente ao real, o câmbio gerou um efeito negativo no valor de mercado do ativo e no resultado líquido consolidado do grupo.
No campo operacional, a Oi ainda permaneceu impactada. O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente consolidado somou R$ 1,605 bilhão, queda de 2,4% na comparação anual. A margem Ebitda foi a 26,9%, baixa de 0,8 ponto porcentual.
A receita líquida totalizou R$ 5,964 bilhões, uma retração de 6,7%.
A receita da Oi com suas operações nas áreas de telefonia fixa e móvel, banda larga, TV por assinatura e serviços corporativos alcançou R$ 5,863 bilhões no terceiro trimestre, um encolhimento de 4,7%. Essa queda foi puxada pelo setor de serviços corporativos (B2B), cujo faturamento diminuiu 12,9%, atingindo R$ 1,596 bilhão.
A crise reduziu a demanda de empresas por serviços de telefonia e tecnologia da informação. Além disso, o processo de recuperação judicial também tem afastado clientes da operadora.
O faturamento no setor residencial (telefone fixo, banda larga e TV paga) caiu 1%, para R$ 2,321 bilhões, enquanto a receita com telefonia móvel recuou 0,7%, para R$ 1,884 bilhão.
Por outro lado, a companhia reduziu seus custos operacionais recorrentes em 7,2%, para R$ 4,321 bilhões.
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