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Porto Alegre, segunda-feira, 13 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

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Desenvolvimento

Notícia da edição impressa de 14/11/2017. Alterada em 13/11 às 21h26min

Laboratórios têm interesse nos ativos da Cientec

Importância do serviço foi abordada durante a reunião da Abinee

Importância do serviço foi abordada durante a reunião da Abinee


/FREDY VIEIRA/JC
Guilherme Kolling
Dois laboratórios gaúchos têm interesse em ativos da Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), entidade vinculada ao governo do Estado e que está em processo de extinção. O Labelo (Laboratórios Especializados em Eletroeletrônica, órgão da Pucrs) e a empresa UL Testtech, ambos em Porto Alegre, estariam dispostos a adquirir equipamentos da Cientec. A revelação foi feita nesta segunda-feira na reunião-almoço da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).
Desde o final de outubro, a Cientec deixou de fazer ensaios eletromagnéticos que serviam para certificação e o desenvolvimento de produtos da indústria. Com isso, companhias gaúchas precisam realizar esses procedimentos em outros estados, como Paraná e São Paulo. "De duas semanas para cá, no Rio Grande do Sul, não temos mais quem preste esse tipo de serviço. Para nossa indústria, é importante, porque tínhamos condições de, com os ensaios feitos na Cientec, acompanhar o desenvolvimento do produto mesmo, não só para fins de certificação. Fazíamos o ensaio já olhando alterações de projeto pertinentes", observa o diretor da regional da Abinee no Rio Grande do Sul, Régis Haubert.
Além de ter que buscar o procedimento fora do Estado, há prejuízo também no processo, pois os laboratórios "normalmente não fazem ensaios para desenvolvimento de produto, fazem ensaios para certificação", completa Haubert.
Para não perder esse diferencial competitivo, a regional gaúcha da Abinee manifestou apoio a que as empresas gaúchas interessadas nesses ativos possam adquirir os equipamentos, para que a indústria possa continuar fazendo os ensaios eletromagnéticos em Porto Alegre.
Presente na reunião, o secretário adjunto do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado, Evandro Fontana, disse que o tema ainda está em análise, tendo em vista que o processo de extinção das fundações passa por discussão no âmbito do Judiciário.
Além de manter a oferta do serviço desses ensaios eletromagnéticos em solo gaúcho, há também preocupação com a eventual deterioração dos equipamentos de alto nível dos laboratórios da Fundação de Ciência e Tecnologia. Com o encerramento das atividades, esses ativos podem se deteriorar e perder valor de mercado se ficarem parados por um período mais longo.
 

Ufrgs promove elo de fornecedor e comprador na Indústria 4.0

Um estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) mapeia a demanda da indústria 4.0 no Estado na área de automação e controle. Depois de identificar atores locais, um grupo de trabalho já avança na seleção de fornecedores e eventuais compradores de serviços dessa cadeia. Nessa direção, já um desafio real de mercado: seis pequenas empresas foram selecionadas para apresentar solução a uma demanda específica de uma indústria gaúcha.
As informações foram apresentadas nesta segunda-feira pelo professor de Engenharia de Produção da Ufrgs Alejandro Frank durante reunião-almoço da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), uma das parceiras do projeto - o governo do Estado também apoia a iniciativa, através do Arranjo Produtivo Local (APL) Automação e Controle. Ao todo, 87 empresas participam do APL na Região Metropolitana de Porto Alegre.
A ideia é fomentar um ecossistema que permita o desenvolvimento desse mercado no Rio Grande do Sul. O trabalho apresenta as capacidades disponíveis, o que ainda falta e faz recomendações para estimular a cadeia. Frank fez uma breve prévia da apresentação da pesquisa Potencial tecnológico das empresas de automação e controle do Rio Grande do Sul para a Indústria 4.0. O detalhamento das informações obtidas será apresentado dia 6 de dezembro, na Ufrgs.
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