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Porto Alegre, segunda-feira, 04 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Cultura

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MÚSICA

Notícia da edição impressa de 05/12/2017. Alterada em 04/12 às 17h08min

Marmota lança novo disco nesta terça no Theatro São Pedro

Com identidade própria, segundo disco da banda tem show de lançamento às 21h

Com identidade própria, segundo disco da banda tem show de lançamento às 21h


RAUL KREBS/DIVULGAÇÃO/JC
Caroline da Silva
Os meninos da Marmota (André Mendonça, baixo; Bruno Braga, bateria; Leonardo Bittencourt, piano; e Pedro Moser, guitarra) estão no limite - e essa expressão não traz uma conotação ruim, muito pelo contrário. Na noite de hoje, eles lançam seu novo trabalho, A margem, em show no Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/nº). "Tentamos elaborar uma sonoridade que aproveite de outros gêneros que não o jazz. Por isso, o título do disco: concebemos 'a margem' justamente como o limite entre diferentes estilos instrumentais", comenta o guitarrista.
Há algum tempo, a banda retirou de sua nomenclatura a segunda palavra, que designava o gênero musical. Segundo Moser, foi primeiramente uma opção estética, mas que é reafirmada neste momento da carreira do grupo, após seis anos da reunião dos primeiros integrantes. "O jazz, às vezes, no imaginário popular, vem carregado de uma identidade sonora de algo mais anos 1940/1950, de repente até anterior. E o jazz que procuramos explorar está à margem, se aproveita da música pop, eletrônica, brasileira e tenta fazer de tudo isso algo que tensione os limites do que as pessoas entendem por jazz. Por isso no nome artístico não cabia mais."
O som dos rapazes - com idades entre 26 e 29 anos - é chamado de jazz contemporâneo, apesar de esta vertente possuir produções diversas entre si. "O nosso som não é exclusivo e extremamente original. Temos influências claras, tentamos aproveitar ao máximo essa reciclagem dos estilos."
O primeiro CD do quarteto, Prospecto, foi lançado em 2015. Com A margem, os guris mostram que sabem exatamente o que querem e planejaram muito bem seu próximo passo. Neste novo registro, trazem sete faixas, somente composições próprias, de autoria individual ou coletiva. "São músicas que vínhamos trabalhando, algumas há dois anos, algumas há dois meses antes da gravação (em junho/julho)", relata Moser.
O álbum foi gravado em cinco diárias no estúdio Audio Porto - iniciativa dos irmãos Rafael e Francisco Hauck. No mesmo espaço, no 4° Distrito da Capital, se encontrava outra empresa da família, a Fábrica de Enfeites de Natal Wanda Hauck, fundada em 1942 por imigrantes alemães. Em uma área total de mais de 900m², o empreendimento busca mesclar tecnologias avançadas com as melhores ferramentas do mercado combinadas com profissionais comprometidos.
A produção musical de A margem é da própria banda e Rafael Hauck, que ainda assina a mixagem e masterização do disco. A arte é de André Bergamin e projeto gráfico de Alice Oliveira (dando continuidade ao trabalho do CD de estreia).
"Fizemos uso de todo o potencial técnico e criativo do Audio Porto. A equipe é maravilhosa", conta o guitarrista. "Gravamos tudo ao vivo na mesma sala, com exceção de poucos detalhes acrescentados posteriormente para ambientar algo mais complexo, algumas camadas a mais de ideias. Acho que Rafael Hauck conseguiu transformar isso em uma identidade sonora para o disco muito bacana. Fiquei orgulhoso do resultado."
O produtor destaca alguns fatores que fizeram com que o estúdio apostasse na parceria com o projeto: "O trabalho é orgânico, bem visceral. Eles fazem um tipo de som que depende de todos no mesmo ambiente. E o estúdio traz essa capacidade para Porto Alegre de uma maneira diferenciada. São guris de talento e que fazem um som refinado e extremamente moderno, que se comunica fácil com o público jovem". Para Hauck, a associação era uma oportunidade de retratar a verdade da banda: "pessoas tocando todas juntas num arranjo, se esforçando como um time". O Audio Porto oferece um modelo colaborativo com as bandas, no qual faz a edição e é o produtor fonográfico. A intenção dos proprietários é replicar o modelo e dar apoio a outros artistas.
O guitarrista Pedro Moser diz que tocar no Theatro São Pedro é um marco para suas vidas, não somente para a trajetória da banda: "Tem um significado muito bonito. É o local mais nobre que temos aqui. É um privilégio imenso estar na programação." O instrumentista narra que todos os detalhes (iluminação de Carol Zimmer, projeções de Paula Pinheiro) foram pensados para fazer um espetáculo completo, não apenas um show.
A direção de arte do evento é de Raul Krebs e a produção executiva, de Rita Masini. A apresentação está marcada para as 21h desta terça-feira. Os ingressos custam entre R$ 40,00 e R$ 100,00.
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