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Porto Alegre, segunda-feira, 06 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 07/11/2017. Alterada em 06/11 às 20h11min

Tucanos cobram saída do governo

O grupo do PSDB que quer o desembarque do governo Michel Temer (PMDB) começa a semana com mais força. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) deu, em artigo publicado no fim de semana, uma espécie de ultimato aos tucanos. O que parece é que Fernando Henrique resolveu apoiar explicitamente as teses defendidas pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que quer a saída dos tucanos do governo. Os argumentos de FHC botaram alguns parlamentares para pensar: caso não deixe o governo ainda neste ano, os tucanos serão coadjuvantes no processo sucessório de 2018. Afora isso, chama atenção para os inquéritos de Aécio Neves (PSDB-MG), que vivem desgastando o partido. Tudo indica, segundo parlamentares do PSDB, que o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) acabe obrigado a defender logo a tese de desembarque do governo.
PMDB pressiona
A cúpula do PMDB agora engrossa o coro dos descontentes, e o presidente Michel Temer está sendo cada vez mais pressionado a mudar a articulação do Palácio do Planalto. O que sugerem os peemedebistas é que o ministro Eliseu Padilha (PMDB) acumule a função, como já fez em outras oportunidades de crise. Antes, era apenas o Centrão, formado por partidos médios, como PP, PR e PSD, que insistiam em pedir a cabeça do ministro da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy (PSDB); mas, após vir a público o racha entre os tucanos, o PMDB começou a cobrar com mais intensidade a antecipação da reforma ministerial. O maior problema é que o governo não tem apoio para aprovar, sem o PSDB, a reforma da Previdência. Se o presidente tirar os tucanos, terá problemas na votação em plenário.
Tirar a ministra
Para o deputado federal gaúcho Mauro Pereira (PMDB), a primeira providência que deveria ser tomada pelo PSDB é tirar a ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois (PSDB), que "não tem feito nada". Segundo o deputado, "não tem cabimento a maneira como ela vem trabalhando". Por outro lado, afirma o parlamentar, "as palavras de Fernando Henrique são palavras sem valor nenhum. Se ele tivesse alguma influência, seria lei. Mas tudo o que ele fala para o partido dele é mais jogar para plateia, para mostrar que, dentro do PSDB, tem um grupo que votou contra o presidente, tem um grupo que é contra o governo, tem um grupo que é diferente, mas eles continuam com os mesmos cargos, tudo igual". Na opinião de Mauro Pereira, "simplesmente, é um jogo de cena. Parece que é combinado entre eles. Até hoje, de todas as palavras que o Fernando Henrique Cardoso jogou ao vento, nenhuma delas teve efeito. Num ponto é bom. É sinal que ele está sem prestígio dentro do partido dele. São palavras jogadas ao vento, mas, no fundo, no fundo, os tucanos não deixam seus cargos", concluiu o peemedebista.
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