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Porto Alegre, domingo, 05 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 06/11/2017. Alterada em 05/11 às 20h30min

Free Shops na fronteira

Depois de uma intensa batalha para convencer os órgãos do governo, parlamentares e lideranças comemoram decisão da Receita Federal que autorizou a elaboração do programa de informática para controlar o funcionamento do sistema de Lojas Francas nas fronteiras. O deputado Marco Maia (PT-RS, foto abaixo), autor da lei que autoriza a instalação de lojas francas na faixa de fronteira, acredita que as cidades fronteiriças, agora, estarão novamente na rota do crescimento. A Receita Federal autorizou o Serviço Nacional de Processamento de Dados (Serpro) para elaboração do programa de informática que será utilizado pela Receita para controlar o funcionamento do sistema de Lojas Francas, ou free shops, autorizados a operarem em 32 cidades brasileiras consideradas gêmeas de cidades estrangeiras, nas fronteiras do Brasil. "Vamos fomentar a economia local através da geração de empregos, do incentivo ao turismo, e do comércio", disse o deputado petista.
Perdas Econômicas
"As cidades fronteiriças do Rio Grande do Sul acumulam grandes perdas econômicas, sociais e estruturais", argumenta o autor da lei, Marco Maia, acrescentando que os municípios não conseguem arrecadar renda suficiente para suprir as necessidades da população e que as taxas de desemprego são assustadoras. "Com a implantação dos Free Shops no lado brasileiro, iremos corrigir as desigualdades econômicas e sociais das cidades gêmeas, restabelecendo um processo de desenvolvimento, com emprego, renda e qualidade de vida à população guardiã da fronteira brasileira", finalizou o deputado federal.
Vitória para os brasileiros
O Paraguai é um dos mais importantes polos de compras do globo, assim como Hong Kong. No Uruguai, os free shops surgiram na década de 1980, como uma ação do governo que tinha como objetivo atrair e movimentar o turismo. Com o sucesso de Rivera, o governo uruguaio se espalhou por várias cidades fronteiriças, como Aceguá, Artigas e Chuy, criando novos hábitos entre consumidores brasileiros, não apenas da fronteira, mas de todo o Sul do Brasil. A Argentina seguiu pelo mesmo caminho, instalando grandes shoppings na fronteira com o Brasil. Em Puerto Iguazú, divisa de Foz do Iguaçu-PR, está localizado um dos maiores, vendendo produtos aos turistas que visitam o Paraguai e também Itaipu e as Cataratas do Rio Iguaçu. Agora o Brasil fará parte do comércio de fronteira seca, "uma grande vitória para os brasileiros".
Transporte de Cargas
O deputado Jones Martins (PMDB-RS) volta a chamar atenção do sistema de transporte de cargas do Brasil para "evitar um colapso". Alerta os deputados federais para se preocuparem com o problema que se agrava. "Muitas vezes, quando fazem greve, quando para tudo, e quando o combustível deixa de chegar ao posto, aí nós começamos a nos movimentar. O que nós realmente precisamos fazer, é nos organizar para evitar o colapso e dar uma solução a esse setor tão importante", conclamou o deputado.
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