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Porto Alegre, segunda-feira, 04 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

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Direitos da Mulher

Notícia da edição impressa de 05/12/2017. Alterada em 04/12 às 12h10min

Mapa do Acolhimento pretende suprir carência do poder público

Paola Pinent reforça atuação da rede Minha Porto Alegre no projeto

Paola Pinent reforça atuação da rede Minha Porto Alegre no projeto


CLAITON DORNELLES /JC
Laura Franco, especial
Foi a partir de um acordo entre a Rede Nossas Cidades e a coluna Agora é que são elas que nasceu o Mapa do Acolhimento. O projeto, que pretende mapear o atendimento e acolher vítimas de violência sexual, se estende a dez cidades e incluiu acompanhamento jurídico a partir de uma necessidade posta pelo movimento Minha Porto Alegre. Em entrevista ao Jornal da Lei, a advogada e voluntária do projeto Paola Pinent explica sua atuação na causa, e como é possível apoiar o projeto.
Jornal da Lei - Em que momento surgiu o Mapa do Acolhimento e qual é seu principal objetivo?
Paola Pinent - O mapa surgiu após o estupro coletivo da Beatriz, no Rio de Janeiro. A partir dali se apontou a necessidade de compreender os locais de atendimento a essas vítimas e como a rede de apoio estava atuando. O projeto surgiu, então, através de uma parceria entre a Rede Nossas Cidades e a coluna Agora é que são elas, da Folha de São Paulo. O primeiro objetivo era simplesmente mapear o acolhimento das vítimas de violência sexual. Surgiu então como um portal da internet, que abriu a possibilidade de avaliação dos locais de atendimento. Só nesse momento já se partiu com 2 mil voluntárias avaliadoras. O segundo momento foi das voluntárias acolhedoras, somente com a possibilidade de inscrição de terapeutas. O site www.mapadoacolhimento.org hoje conta com dois formulários, o "Quero acolher", para voluntárias, e o "Quero ser acolhida", para vítimas. A partir disso, ela recebe um retorno com as orientações necessárias, direcionando para profissionais voluntárias.
JL - Em que momento se percebeu a necessidade de incluir voluntárias advogadas?
Paola - Porto Alegre foi a primeira cidade a perceber essa necessidade. Claro que o atendimento psicológico é essencial, mas se percebeu também que essas mulheres estavam carentes de orientação jurídica. Muitas não denunciavam, e aquelas que registravam não levavam adiante sua queixa. Muito disso por falta de orientação e por medo, também. Ter uma advogada do lado para te indicar passos é importante. Fizemos essa proposta e as outras cidades acabaram aderindo. Hoje, são 16 advogadas atuando, o que é muito pouco, ou seja, precisamos de mais inscrições. Essas profissionais devem preencher um formulário e indicar o melhor horário de atendimento, pode ser um dia na semana, um turno, algumas horas, como for melhor para ela. E é essa informação que as vítimas recebem ao procurar o projeto, para aí então serem encaminhadas para a melhor profissional.
JL - Que tipo de melhoria ainda deve ser feito dentro do sistema?
Paola - O formulário no site para as avaliadoras, que indicam os locais de atendimento, como casas de acolhimento, delegacias, postos de saúde e seus serviços, já está fechado. Mesmo assim, ainda é possível ajudar através das nossas redes sociais. A ideia é crescer essa atuação e, para isso, inclusive, uma equipe específica pretende organizar uma ação por meio de uma campanha de financiamento coletivo. Foi firmado recentemente uma parceria com a Serra gaúcha, e agora Carlos Barbosa, Bento Gonçalves e Garibaldi passam a ser cidades parceiras. Temos também uma parceria com a Trensurb, que fixou cartazes em todas as estações até Novo Hamburgo para que se possibilitassem mais registros. A ideia é que esses cartazes também divulguem a possibilidade de voluntariado, e não só de denúncia. Precisamos aumentar o número de acolhedoras, e isso só se torna possível com divulgação do trabalho. O Mapa do Acolhimento quer expandir, também, o movimento Mulheres Mobilizadas, que possibilita um circuito de palestras sobre os mais diversos temas que envolvem as mulheres, porque informação é poder e, através desses encontros, podemos fornecer ainda mais ajuda às vítimas e demais mulheres que desejam se proteger.
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