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Porto Alegre, quarta-feira, 29 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

JC Logística

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Rodovias

Notícia da edição impressa de 30/11/2017. Alterada em 29/11 às 18h27min

Fitch avalia que tendência para rodovias continua negativa

MARCO QUINTANA/JC
Os dados mais positivos de tráfego nas rodovias pedagiadas do País observados ao longo dos últimos meses ainda não foram suficientes para reverter a tendência negativa do segmento, na avaliação da Fitch Ratings. Segundo a analista Alessandra Braga, a tendência para o setor continua negativa, e podem ocorrer outros downgrades caso não haja retomada do tráfego. Ela ponderou, no entanto, que a expectativa da agência de avaliação de risco é de retomada do tráfego nas rodovias no curto a médio prazo.
A analista Isabella Magalhães lembrou que o setor já tem dado sinais de melhora desde o segundo trimestre, quando o volume de veículos leves voltou a crescer, embora no segmento de veículos pesados a queda tenha persistido. Já no terceiro trimestre, os dois segmentos passaram a crescer, movimento que se repetiu em outubro. "A Fitch entende que precisa esperar um pouco para ter certeza de que esse crescimento é sustentável, mas é um bom começo", disse.
Ela lembrou que muitas concessionárias de rodovias foram penalizadas nos últimos anos em sua capacidade financeira e de crédito justamente por conta da queda do tráfego, agravada pela dificuldade de reestruturação das dívidas e de liquidez.
Isabella salientou, no entanto, que, além de primeiros sinais positivos do tráfego, há sinais positivos também vindos de Brasília, com a melhora dos modelos de concessão para os novos projetos, a possibilidade de devolução amigável da concessão e uma abertura à renegociação dos contratos de concessão, permitindo o reescalonamento dos investimentos, o que pode favorecer as concessionárias no curto prazo.

Ecorodovias diz que caixa está robusto

Com as dívidas que vencem no quarto trimestre deste ano já equacionadas, a Ecorodovias está trabalhando agora em uma emissão de debêntures para os vencimentos de 2018, afirma Andrea Fernandes, da equipe de Relações com Investidores da companhia. "Estamos com caixa bastante robusto e perfil de dívida confortável, alongado. Estamos concentrados agora na emissão de debêntures na holding Ecorodovias Concessões (ECS) para o ano que vem."
De acordo com ela, serão três séries de debêntures, no valor total de R$ 1,1 bilhão. A primeira terá prazo de vencimento de três anos e juros máximos de 107,00% do CDI; a segunda, prazo de cinco anos e juros máximos de 110,25% do CDI; e a terceira, prazo de sete anos e juros máximos de NTNB 1,1% ou IPCA 6,15%. "O bookbuilding ocorre em 5 de dezembro. Com isso, todas as amortizações de 2018 estarão equacionadas", informou Andrea Fernandes. A executiva lembrou ainda que a dívida da companhia tem sido beneficiada pela queda de juros, uma vez que 50% dela está indexada ao IPCA e cerca de 40%, ao CDI.
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