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Porto Alegre, quarta-feira, 29 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

JC Logística

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Petróleo

Notícia da edição impressa de 30/11/2017. Alterada em 29/11 às 21h37min

Petrobras terá parceiros na área de refino

Parente disse que companhia está trabalhando para ter definição o mais rápido possível parcerias

Parente disse que companhia está trabalhando para ter definição o mais rápido possível parcerias


ANDRE RIBEIRO/ANDRE RIBEIRO/AG. PETROBRAS/JC
O presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou que está no plano estratégico da empresa ter parceiros na área de refino de petróleo, mas disse que o modelo de como isso vai acontecer ainda não foi fechado. Outra decisão da Petrobras é vender participação minoritária em refinarias. "O modelo de parcerias na área de refino ainda não foi definido. Não é uma coisa simples. As refinarias não são uma organização legal separada da Petrobras. São ativos da empresa. Portanto temos que ter um processo de reorganização desses ativos em entidades legais. De que forma vamos fazer isso, se com refinarias individuais ou em grupo, não está definido. Pelo simples fato de que temos 99% do setor de refino do País, e não existe experiência passada", afirmou Parente.
O presidente da Petrobras não acredita que o modelo seja definido ainda neste ano, mas disse que a empresa está trabalhando para ter essa definição o mais rápido possível. "Não gosto de marcar prazo, mas queremos ter o mais cedo possível essa definição. Queremos tomar uma decisão responsável e, para isso, vamos tomar o tempo que for necessário", disse Parente.
Sobre futuras parcerias para exploração e produção de petróleo em novos leilões de campos a serem feitos pelo governo, Parente disse que é uma característica dessa indústria trabalhar em parcerias.
"A exploração e a produção levam 10 anos, considerando que haja petróleo no campo. Depois, são mais 30 anos de produção para recuperar o investimento. As parcerias têm o objetivo de reduzir riscos e a necessidade de recursos. As parcerias são uma prática saudável e natural, e têm que continuar", disse Parente, lembrando que o Campo de Libra, primeiro leilão do pré-sal, começou a produzir, no início desta semana, sob o modelo de partilha, depois de quatro anos do leilão. Libra é operado numa parceria da Petrobras com Shell, Total e as chinesas Cnooc e CNPC. No regime de partilha, a União ficará com uma parcela do óleo que for produzido. "As parcerias com empresas internacionais são uma troca de conhecimento e experiência."
Parente não deu detalhes de como está o processo de IPO da BR Distribuidora, que pode arrecadar até R$ 7,5 bilhões se a participação da Petrobras for vendida pelo preço máximo estabelecido. Mas afirmou que o programa de desinvestimento voltou a rodar, após entendimento com o Tribunal de Contas da União (TCU), que fez algumas exigências em relação à venda de ativos. A meta é arrecadar US$ 21 bilhões até o final de 2018. Parente lembrou que, na semana passada a venda para a elétrica Eneva do campo de Azulão, foi o primeiro negócio fechado no biênio 2017-2018.
Parente disse que a Petrobras deverá concluir, até o final do ano, ajustes em seu plano estratégico. O objetivo é adaptar-se às mudanças esperadas para a indústria de petróleo e gás.
"Neste ajuste serão considerados o rápido crescimento das fontes renováveis e a busca global por uma economia de baixo carbono. Vamos incluir três novas estratégias, que têm muito a ver com a discussão relacionada ao futuro da indústria de óleo e gás", afirmou.
Na avaliação de Parente, nenhuma indústria do setor está preparada para este novo mundo. "Posso até estar enganado, mas acredito que nenhuma empresa saiba o que irá substituir o petróleo e o gás. As dúvidas se colocam para todas as empresas", disse Parente.
Ele afirmou que a estatal tem conversado com a Agência Nacional de Petróleo (ANP) sobre a possibilidade de direcionar uma parte de seus investimentos obrigatórios em tecnologia a parcerias com pequenas empresas inovadoras, como startups e fintechs, para ampliar a cultura de inovação. Ele citou até a possibilidade de criação de um fundo de investimento com esse objetivo.

Leilão do pré-sal de maio de 2018 deve arrecadar R$ 4,65 bilhões

No certame, o bônus é fixo e vence a empresa que oferecer a maior parcela de óleo para a União

No certame, o bônus é fixo e vence a empresa que oferecer a maior parcela de óleo para a União


/AGENCIA PETROBRAS/PETROBRAS/DIVULGAÇÃO/JC
Com a oferta de cinco áreas, o leilão do pré-sal previsto para maio de 2018 terá arrecadação máxima de R$ 4,65 bilhões, segundo resolução divulgada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O valor corresponde à soma dos bônus de assinatura das áreas oferecidas, todas localizadas na Bacia de Santos.
A área mais cara será a de Uirapuru, que terá bônus de R$ 2,65 bilhões. A segunda mais cara, Saturno, custará R$ 1,45 bilhão. Para as outras três, Dois Irmãos, Três Marias e Itaimbezinho, o governo estipulou bônus de R$ 400 milhões, R$ 100 milhões e R$ 50 milhões, respectivamente.
Nos dois leilões do pré-sal realizados em outubro, o governo arrecadou R$ 6,15 bilhões, 20% a menos do que os R$ 7,75 bilhões previstos. A redução ocorreu, porque duas das oito áreas oferecidas não atraíram interessados.
Nos leilões do pré-sal, o bônus é fixo e vence a disputa a empresa que oferecer a maior parcela do petróleo para a União, depois de descontados os custos de produção - o chamado óleo lucro. Para o leilão de 2018, os percentuais mínimos de óleo lucro para a União variam entre 7,07%, no caso de Itaimbezinho, e 22,18%, no caso de Uirapuru.
Na resolução, o CNPE aprovou também a relação de 70 áreas que serão licitadas em leilão do pós-sal, previsto para março. Neste leilão, vencem as disputas as empresas que oferecerem os maiores bônus de assinatura. As duas bacias com maior produção de petróleo atualmente, Campos e Santos, terão 17 áreas. A bacia de Sergipe-Alagoas, com grande potencial para descobertas, terá sete áreas.
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