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Porto Alegre, terça-feira, 07 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

JC Contabilidade

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Fala Profissional

Notícia da edição impressa de 08/11/2017. Alterada em 07/11 às 15h42min

Inteligência Artificial ganha espaço nas atividades contábeis

Pellegrini alerta para a necessidade de evitar erros na classificação tributária, que trazem prejuízos ao contribuinte

Pellegrini alerta para a necessidade de evitar erros na classificação tributária, que trazem prejuízos ao contribuinte


/QUESTOR/DIVULGAÇÃO/JC
Roberta Mello
Ciente da complexidade e da dificuldade que empresários e contadores enfrentam para manter a classificação tributária dos produtos de acordo com a legislação, empresas provedoras de soluções tecnológicas na área fiscal investem, cada vez mais, em ferramentas capazes de dar agilidade e segurança aos processos. A Tecnologia da Informação é uma importante aliada nesse processo.
A Questor, em parceria com IMendes Consultoria, lançou recentemente a plataforma Analista Fiscal Digital, capaz de conferir os lançamentos fiscais e, por meio da automatização do processo de escrituração, corrigi-los. De acordo com o CEO da Questor, João Pellegrini, erros na classificação tributária trazem sérios prejuízos ao contribuinte, pois além de suscitar divergências no recolhimento de impostos, pode gerar multas e problemas com o Fisco.
JC Contabilidade - O uso de Inteligência Artificial vem se popularizando na área tributária. Como foi o processo de criação da plataforma?
João Pellegrini - Hoje, a complexidade tributária é bastante grande e se tornou humanamente impossível ter tudo em mente. Cada vez precisamos de pesquisas, devemos buscar informativos fiscais, dentre outros. O que fizemos na Questor foi criar um banco de dados com essa Inteligência Artificial acumulada ao longo de quase 10 anos e ligar isso ao nosso sistema de escrituração fiscal. Para oferecer uma ferramenta completa ao mercado, a Questor investiu cerca de R$ 1,3 milhão em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e na especialização de seus profissionais. A complexidade do produto está em manter atualizadas as regras tributárias de todos os estados e mapear todos os produtos do mercado nacional.
Contabilidade - Há quanto tempo começaram a se voltar mais a essas tecnologias?
Pellegrini - A legislação brasileira é complexa em todos os sentidos. Esse caminho vem sendo percorrido e, de forma gradativa, desde quando a Receita Federal institui a Escrituração Digital, seja ela a Fiscal, a Contábil, das Contribuições e o eSocial, aumentou o nível de detalhe da escrituração. Agora ela é partir da mercadoria, da nota e houve a necessidade de diferenciais para facilitar, agilizar e fornecer mais segurança no processo. O mercado mudou e está direcionando as empresas para esse caminho.
Contabilidade - Pode-se dizer, então, que quem começou a exigir que houvesse esses investimento foi o Fisco? Ao mesmo tempo em que temos uma carga tributária bastante complexa no Brasil, estamos muito à frente de outros países em relação a tecnologias tributárias?
Pellegrini - Sim, seguramente. O Fisco exige e faz uso da Inteligência Artificial no cruzamento de dados e várias modificações são geradas de forma automática em função da maior fiscalização. Nada mais justo e necessário que as empresas também façam uso das novas tecnologias para se proteger.
Contabilidade - O Analista Fiscal Digital é o que tem de mais moderno no mercado?
Pellegrini - O Analista Fiscal Digital é a única ferramenta disponível no mercado brasileiro que, além de efetuar a consulta da tributação dos produtos e auditar os dados dos lançamentos de entradas e saídas, aponta as divergências e corrige os lançamentos escriturados de forma automática, diretamente na base de dados. Além disso, efetua o cálculo da Substituição Tributária e Diferencial de Alíquota gerando a guia da GNRE. A tecnologia aprimora o desempenho e reduz os custos da operação das empresas e escritórios contábeis, garantindo que sua escrituração esteja aplicada de maneira correta. Os outros modelos se limitam a validar um arquivo do Sped e apontar onde estão os erros para depois fazer uma correção manual. No nosso caso não, ele já integra esse modelo.
Contabilidade - O Analista Fiscal Digital gera os dados para as obrigações acessórias ou faz uma auditoria dos dados?
Pellegrini - Não. Podemos dizer que ela faz a escrituração para você. Os recursos tecnológicos da ferramenta oferecem um grande ganho em relação ao tempo e otimização do processo de conferência dos lançamentos fiscais. O colaborador tem acesso a todas as informações da legislação de ICMS dos 26 estados, mais o Distrito Federal, além do PIS, Cofins e IPI. Basta informar os documentos de entrada e saída e executar o Analista Fiscal Digital para concretizar a escrituração. Além disso, a plataforma realiza o tratamento das exceções no qual o próprio usuário pode definir uma regra específica para determinado produto, cliente, fornecedor ou operação.
Contabilidade - Corremos o risco de a Inteligência Artificial eliminar o trabalho do contador?
Pellegrini - Ela vem para auxiliar muito. Ela poupa o trabalho de pesquisa, uma vez que está integrado ao meio. Se ele fosse fazer tudo manualmente, teria de lançar a nota e consultar na legislação cada produto para ver qual a forma que pode se creditar dos impostos ou debitar os impostos. E eu não estou falando do ICMS, apenas da Substituição Tributária, do PIS, do Cofins e do IPI, dependendo da empresa ela tem cinco impostos no mesmo momento. Claro que ela não vai substituir o contador, sempre vai precisar de um olhar humano.
Contabilidade - A gente vê que os estados tem legislações diferentes em relação ao ICMS. O cálculo da Substituição Tributária e do Diferencial de Alíquota (Difa) são grandes desafios e muitos buscam as plataformas por isso?
Pellegrini - Nós temos duas legislações no caso do ICMS, a federal e as estaduais. Além disso, cada estado ainda mantém um convênio entre si de determinados produtos. Chegamos a uma combinação de quase 640 milhões de regras tributárias para suprir essa lacuna. Imagina você fazer uma compra de São Paulo de vários produtos pra revender, você tem que olhar produto a produto, a NCM, consultar a legislação tributária, encontrar a legislação tributária para ver a alíquota, se tem substituição tributária, se tem a Margem de Valor Agregado, ou o próprio diferencial de alíquota. Essas operações são bastante difíceis de gerenciar.
Contabilidade - Até empresas do simples podem ter dificuldades com as obrigações? Essas tecnologias são úteis pra empresas de todos os portes ou ainda são as grandes que fazem esses investimentos?
Pellegrini - Quanto maior a empresa, maior a complexidade. Porém, mesmo para as empresas menores, pequenas e médias, ela pode ser usada perfeitamente. Para cada tamanho de empresa, os produtos têm um preço diferente de acordo com o porte.
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