Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, domingo, 12 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Empresas & Negócios

COMENTAR | CORRIGIR

consumo

Notícia da edição impressa de 13/11/2017. Alterada em 12/11 às 18h02min

Mercado pet aposta em itens premium

A preocupação em manter uma alimentação balanceada e saber a origem dos alimentos extrapolou os cardápios humanos. Donos de animais de estimação vêm buscando cada vez mais oferecer também aos bichinhos refeições equilibradas e de qualidade. É o que mostra o aumento das marcas que investem exclusivamente em comida natural para pets. Em porções individuais, as opções vão de risotinho de frango a caçarolinha de carne, passando por petiscos de banana com gengibre.
No mundo, esse mercado de rações saudáveis já movimenta cerca de US$ 1 bilhão por ano, com crescimento anual médio de 9%, segundo o Instituto Pet Brasil. Diferentemente das rações tradicionais, as naturais não têm corantes nem conservantes na composição e são feitas com ingredientes usados para consumo humano - frutas, legumes, vegetais e cortes como filé bovino e sobrecoxa de frango. Deixa-se de lado a farinha de carne ou visceral, muito usada na fabricação de rações comuns. Outra diferença está na forma como o alimento é produzido. A comida é preparada em cozinhas industriais, com a supervisão de veterinários, que fazem uma seleção rigorosa dos ingredientes.
Algumas marcas chegam a investir em ingredientes orgânicos, como é o caso da Barkeria, de petiscos caninos. A cozinha da empresa fica em um sítio em Petrópolis, na região Serrana do Rio de Janeiro, próximo ao Brejal, um polo de agricultura orgânica. O espaço foi escolhido por dois motivos. Primeiro, porque já pertencia à família da sócia-fundadora, Clara Chaves Maia, o que diminuiu bastante os custos iniciais. Segundo, porque a região propicia uma das principais filosofias da marca: saber a origem dos ingredientes e valorizar pequenos produtores locais.
Entre os petiscos - usados como complementos na alimentação ou para ajudar em treinamentos de obediência - há o de bacon com espinafre e chuchu; o de banana com gengibre e o de frango com cenoura e ervas. A marca também produz pasta de amendoim para cães. "Por que você daria para o cachorro alguma coisa que não chegaria nem perto? Algo que você não comeria, com transgênicos e subprodutos? O mercado estava cheio de produtos assim, havia poucas opções naturais. Por isso abrimos a Barkeria. As pessoas estão desenvolvendo uma consciência maior quanto à alimentação e, aos poucos, isso foi passando para o mercado pet", comenta Clara.
 Com um investimento inicial de R$ 70 mil, a Barkeria está no mercado desde 2016, e atualmente é a fornecedora de petiscos da grife Zee Dog, presente em Rio, São Paulo, Minas Gerais, Ceará, Bahia, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Paraná e Distrito Federal. A expectativa, segundo Clara, é que, a partir do ano que vem, a empresa já gere lucro.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia