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Porto Alegre, quinta-feira, 12 de outubro de 2017. Atualizado às 20h51.

Jornal do Comércio

Política

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TSE

12/10/2017 - 20h53min. Alterada em 12/10 às 20h54min

Acusado de agressão, ministro afirma que mulher escorregou

Admar Gonzaga negou ter agredido sua mulher durante uma briga do casal

Admar Gonzaga negou ter agredido sua mulher durante uma briga do casal


EVARISTO SA/AFP/JC
Folhapress
Em manifestação entregue ao STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Admar Gonzaga negou ter agredido sua mulher durante uma briga do casal, afirmando que ela se machucou ao escorregar em um enxaguante bucal durante o desentendimento.
Élida Matos, casada com o ministro, registrou boletim de ocorrência em junho no qual diz ter apanhado do marido. Depois, retirou a queixa, mas o Ministério Público prosseguiu com a investigação.
O caso está no STF. O ministro Celso de Mello vai decidir se Gonzaga vai responder ou não a inquérito sobre violência doméstica.
No documento enviado ao Supremo na segunda-feira (9), Gonzaga afirma que Élida teve uma crise de ciúmes enquanto estava bêbada, depois de descobrir ser portadora de esclerodermia, uma doença autoimune. Ele foi notificado no dia 2 para apresentar sua defesa.
Durante a briga do casal, Élida sofreu um ferimento no olho. Ela disse aos policiais que foi xingada e que o ministro jogou enxaguante bucal na cara dela.
De acordo com o ministro, "no calor da crise de ciúmes, cumpre inicialmente assinalar que em momento de seu depoimento [aos delegados], minha esposa afirma que a lesão em seu olho direito (inchaço e roxidão) foi fruto do empurrão que disse ter recebido em seu rosto".
"Tal lesão, pelo que me recordo, foi causada pelo tombo que se sucedeu ao escorregão que sofreu sobre o Listerine, e que a levou a bater com o rosto na banheira, mas jamais em face do alegado empurrão em seu rosto", diz Gonzaga em sua manifestação.
Ele ainda nega ter xingado Élida e afirma ter empurrado a mulher sem a intenção de machucá-la e anexou fotos para mostrar que também ficou ferido com a briga.
Mesmo com a retirada do boletim de ocorrência, a decisão sobre arquivar ou abrir a investigação depende do Supremo --foro de ministro do TSE. Artigo da Lei Maria da Penha define que "só será admitida a renúncia à representação perante o juiz".
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