Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 20 de outubro de 2017.

Jornal do Comércio

Opinião

COMENTAR | CORRIGIR

artigo

Notícia da edição impressa de 18/10/2017. Alterada em 17/10 às 19h27min

Cumpra-se o combinado

Vitor Augusto Koch
A comunidade empresarial gaúcha reconhece que o governador José Ivo Sartori (PMDB) recebeu a chefia do Executivo com as contas públicas em situação falimentar. Apoiamos e continuamos a incentivar muitas de suas medidas no sentido de reduzir o custo da administração pública e encerrar ou vender atividades estatais deficitárias que não se relacionam diretamente com atividades de governo, como é o caso de artes gráficas (Corag), geração de energia elétrica (CEEE), dentre outras.
Entretanto, sempre fomos e continuaremos sendo contrários a resolver os problemas de gestão da máquina pública com aumento de impostos, mesmo que emergenciais. No final de 2015, com as vendas e a produção gaúcha em queda livre, nos posicionamos contrariamente ao aumento do ICMS, proposto pelo governo estadual. Impostos servem para melhorar a vida do cidadão; e não para cobrir rombos de administrações públicas historicamente perdulárias.
Fato desagradável é de que tal tipo de prática acabou virando praxe. A maioria dos parlamentares - tanto federais quanto estaduais - quando o assunto é aumento de impostos, acaba contrariando o interesse de seus eleitores e tirando renda de quem trabalha e produz, beneficiando uma máquina pública que acaba absorvendo os recursos adicionais com mais gastos desfocados das reais necessidades da população. Por conta disto e também em função de estar comprovado que impostos elevados são inimigos da geração de riqueza estruturada - até no setor público - é que nos colocamos contrários à intenção do governo do Rio Grande do Sul em manter o ICMS mais elevado, além do prazo anteriormente definido e que terminaria no final do próximo ano.
Temos o maior respeito e admiração pelo governador José Ivo Sartori, além da certeza de que o chefe do Executivo gaúcho compreende o nosso ponto de vista. Sugerimos, enquanto ainda há tempo hábil, que se amplie o debate de manutenção do aumento tributário para além do Palácio Piratini e Assembleia Legislativa.
Pensando junto com a sociedade efetivamente engajada em construir um futuro melhor para o nosso Estado, acharemos soluções criativas e melhores para a revitalização da administração pública e que não envolvam pagar mais impostos.
Presidente da FCDL-RS
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Daniel Pereira DAlascio 20/10/2017 11h35min
Infelizmente o senhor Vitor Augusto Koch não conhece a realidade da CEEE. Vou repetir uma informação que é de desconhecimento da nmaioria dos empresários. O Grupo CEEE fechou 2016 com lucro de 396 milhões e além disso não tira um centavo da máquina pública, por que são empresas de sociedade de economia mista. Além disso será que os lojistas desejam um aumento na tarifa de 25% se privatizarem a CEEE-D, pois é além de ser a melhor distribuidora do RS, ela tem a tarifa bem menor.n