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Porto Alegre, segunda-feira, 09 de outubro de 2017. Atualizado às 22h55.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 10/10/2017. Alterada em 09/10 às 19h11min

O Z de poupar

Martin Iglesias
O passado diz muito sobre a forma como alguém lidará com o seu orçamento no futuro. Aqueles que viveram momentos de adversidades durante a juventude tendem a poupar mais. Já quem vivenciou momentos de euforia econômica pode ter maior propensão ao uso do dinheiro em busca de prazer. Se observarmos o passado, vemos que as pessoas da geração "Silent", que enfrentaram a crise de 1929 e a Segunda Guerra Mundial, adquiriram hábitos de poupança restritivos. O mesmo ocorreu com a Geração X, que enfrentou a crise do petróleo nos anos 1970. As gerações que se seguiram experimentaram momentos opostos, o que explica uma menor preocupação por parte dos Baby Boomers, que vieram após os Silents, e a Geração Y, subsequente à X. Sempre após um momento mais pessimista, surge uma geração mais otimista. Parte de uma sequência lógica a expectativa de que os jovens nascidos entre 1992 e 99 sejam mais poupadores. Esse grupo (Geração Z) convive há quase 10 anos com a crise iniciada em 2008 nos EUA. Do ponto de vista social, os Zs são nativos digitais e não conhecem o mundo sem internet. Ainda que seja precipitado fazer afirmações sobre os hábitos dessas pessoas, alguns dados já mostram uma preocupação maior em economizar. Embora inconclusivos, os números sugerem a confirmação do que a história evidencia. O digital como aliado na administração do orçamento nos dará a dimensão sobre a influência do comportamento social nas finanças e a capacidade dos bancos de contribuir com o uso consciente do dinheiro.
Especialista em investimentos do Itaú
 
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