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Porto Alegre, domingo, 08 de outubro de 2017. Atualizado às 22h30.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 09/10/2017. Alterada em 08/10 às 22h28min

Pobre Brasil

Enio Bacci
Vivemos dias difíceis neste País. Constato isso ao chegar à conclusão de que a arte virou entendimento de todo mundo. Seria excelente, se não fosse trágico. Como o brasileiro, até então especialista em ser técnico de futebol, agora é também especialista em arte?
Quanta revolta gerou uma criança tocando no pé de um homem nu em São Paulo, e uma exposição com obras voltada à temática LGBT em Porto Alegre. Chocaram a sociedade gaúcha e brasileira.
Mas hoje temos um Senado que vai, provavelmente, reconduzir ao cargo Aécio Neves (PSDB), um senador que recebeu dinheiro ilícito, com provas contundentes contra si, como gravações. Isso não choca a sociedade brasileira.
Na minha modesta opinião, o verdadeiro atentado ao pudor são as mortes de inocentes, todos os dias, em meio à guerra entre as facções - aqui no Estado, protagonizadas pelos Bala na Cara e Os Manos. A guerra do tráfico na Rocinha. Mas isso também parece normal para a sociedade brasileira.
Chocante para mim é um monstro como o ex-médico Roger Abdelmassih, acusado de dezenas de estupros, condenado a 181 anos de cadeia, ir para casa. Desfrutar, nos últimos anos de vida, de toda riqueza acumulada em cima de atrocidades cometidas, que marcaram para sempre a vida de inúmeras mulheres. Por quê? Está doente. Ora, senhores ministros, quantos detentos estão doentes nas cadeias públicas deste País? Alguém se preocupa? A sociedade brasileira, não.
Nada mais tem a capacidade de nos chocar, a não ser a nudez do corpo humano, retratada desde os tempos mais remotos, por artistas como Michelangelo, dentro da própria Capela Sistina.
Deputado estadual (PDT)
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