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Porto Alegre, quinta-feira, 05 de outubro de 2017. Atualizado às 00h01.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 05/10/2017. Alterada em 04/10 às 19h36min

RS: para resolver a crise, a barbárie

Érico Corrêa
A crise anunciada, previsível! Aumento de impostos, manutenção de privilégios, extinção e privatização de órgãos públicos. Tudo isto aconteceu na chamada "onda neoliberal" na década de 1990. Resultados? Nenhum. Agora, volta o mesmo filme. Até mesmo com os mesmos atores. A crise é real?
Pode ser, mas nem todos estão sentindo seus efeitos. Se realmente quisesse enfrentá-la, o governo deveria começar por reduzir as isenções fiscais. R$ 9 bilhões para megaempresários, nenhum centavo para o erário. E a Lei Kandir? Se não é possível cobrar a dívida pretérita, por que não revogar esta lei macabra? Ora, para manter os astronômicos lucros do agronegócio!
A dívida com a União é escandalosa. A sonegação, também. Como também é escandalosa a vulnerabilidade dos servidores públicos, especialmente os de baixa renda. Juízes, desembargadores, promotores, além de deputados e funcionários do Judiciário, Legislativo e MP estão recebendo normalmente. Com um projeto inócuo, o governador José Ivo Sartori (PMDB) e o secretário Giovani Feltes tentam iludir funcionários com "ressarcimentos pelo atraso de salários". Por que não isentam os juros do Banrisul até a integralização dos vencimentos? Alguém acredita que, depois de quase três anos, o Estado não tenha recursos para pagar em dia? E a reposição da inflação? Bem, uma coisa é certa, o governo está fazendo de tudo para cumprir seu compromisso maior: entregar as empresas estatais para a iniciativa privada.
E, para isto, não tem nenhum escrúpulo em arrasar a vida de tantos trabalhadores, em prejudicar o andamento dos serviços, o que acarreta em prejuízos à educação, à saúde e também à segurança da população gaúcha.
Por isso, várias categorias estão paralisadas. E outras farão assembleias para também deliberar sobre a greve. Não é mais suportável esta situação. Portanto, o que falta ao Rio Grande não é diálogo. Esta é uma questão de opções políticas e meios para realizá-las. Logo, o que precisamos é derrotar este mito de que os servidores são os responsáveis pela (alegada) crise e lutar contra o desmonte do Estado. A população entende e apoia nossa luta.
Presidente do Sindicaixa
 
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