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Porto Alegre, terça-feira, 03 de outubro de 2017. Atualizado às 23h40.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 04/10/2017. Alterada em 03/10 às 18h57min

Fundo eleitoral X fundo partidário

Sillas Neves
Os senadores, não contentes com os recursos oriundos do fundo partidário, aprovaram a criação de outro fundo exclusivamente para financiar campanhas eleitorais. A estimativa é que seja destinado ao menos R$ 1,7 bilhão para o processo eleitoral em 2018. Atualmente, os partidos políticos são mantidos pelo fundo partidário, que continua existindo e é independente do fundo eleitoral que ora se discute.
O fundo partidário serve para manutenção dos partidos políticos, e o fundo eleitoral servirá para a realização das campanhas eleitorais pelos partidos políticos. Ou seja, os partidos políticos e as campanhas eleitorais, no Brasil, são financiados quase na totalidade por dinheiro público! Dinheiro do contribuinte que poderia ser usado em diversas outras áreas, como saúde, educação e segurança. Não há nenhuma razão para que as campanhas eleitorais - tampouco os partidos políticos - sejam financiadas com nossos recursos. O que os congressistas deveriam estar discutindo não é a criação de um novo fundo para alimentar as campanhas eleitorais, mas sim a extinção do fundo partidário! Será que, no Brasil paralelo em que vivem nossos políticos, não há crise financeira? Não há Estado quebrado? Déficit orçamentário? Precisamos urgentemente discutir uma reforma política no Brasil. Uma reforma séria, e não esta que está aí, que visa apenas ao bem-estar dos eleitos. Nossos políticos se esquecem de nós logo após as eleições e se lembram no ano eleitoral. Sempre foi assim no Brasil. Precisamos de um novo jeito de fazer política, de sermos efetivamente representados, de nossos interesses serem ouvidos. Não podemos permitir que os deputados e senadores aprovem a criação desse fundo, que é uma ofensa e irresponsabilidade. Precisamos nos fazer ser ouvidos já, antes que seja tarde.
Advogado e associado do IEE
 
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