Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 02 de outubro de 2017. Atualizado às 22h55.

Jornal do Comércio

Opinião

COMENTAR | CORRIGIR

editorial

Notícia da edição impressa de 03/10/2017. Alterada em 02/10 às 19h55min

Mais segurança ainda é um grande desafio do País

Realmente, como está não dá para ficar. A insegurança nas ruas das cidades brasileiras está muito acima do tolerável, se é que se pode estabelecer um nível aceitável de mal-estar com assaltos, latrocínios, roubos e outros delitos.
O caso emblemático para o mundo é o do Rio de Janeiro, onde, pela segunda vez em menos de dois meses, as Forças Armadas foram chamadas para ajudar no cerco à famosa favela da Rocinha.
Porém, nem o Exército nem a Marinha, com seus fuzileiros navais, tampouco a Polícia da Aeronáutica têm o preparo para atuar no policiamento ostensivo. Cercar uma comunidade para que as polícias Militar e Civil vasculhem, prendam e descubram armamentos é possível. Mas, com prazo determinado. E para uma ação com objetivo bem específico.
Os 950 militares que atuaram na Rocinha tiveram sua chegada anunciada com dia e hora. Isso permitiu que bandidos se escondessem, bem como seu pesado armamento, onde fuzis com mira e até metralhadoras não são mais qualquer novidade, salvo para quem é vítima destas armas de guerra.
Aqui em Porto Alegre, houve ofensiva para integrar os órgãos de segurança da prefeitura da Capital com os do governo do Estado, especialmente Brigada Militar e Polícia Civil, algo louvável. Tanto a BM, na prevenção, quanto a Civil, na investigação, vêm fazendo um bom trabalho, dentro das suas possibilidades.
Porém, o fato é que segurança pública é a soma de ações anteriores. Começa com famílias estruturadas, em que crianças têm acesso à educação no domicílio e também a curricular, nas escolas.
Gerar investimentos, abrir mais empregos, dar saneamento básico para as comunidades da periferia, incentivar a prática de esportes - que faz parte da educação - especialmente para adolescentes, concluindo com bons exemplos da sociedade são medidas fundamentais.
Fora disso, sem atacar as causas na raiz dos problemas, caminharemos para aplicar orçamentos inteiros apenas na segurança pública, o que, é mais do que claro, não é e nem será possível.
A crise no Rio de Janeiro escancarou o problema da insegurança no País. Até meados do século passado, os morros cariocas eram conhecidos apenas como redutos de cantores, escolas de samba, boemia e origem de grandes nomes populares.
Mas isso acabou bem antes que o século XX tivesse terminado, lamentavelmente. As drogas e seu nefasto comércio tomaram conta e tão culpados pela insegurança são os consumidores, muitos de alto poder aquisitivo.
No entanto, salienta-se sempre, o trabalho na Rocinha foi algo pontual, pois as Forças Armadas não têm o treinamento efetivo, prático do serviço policial.
Já as polícias militares, como a nossa Brigada Militar, fazem o trabalho diuturnamente, por meses, anos a fio, conhecem o terreno e com quem estão lidando.
O panorama é de uma sensação de insegurança generalizada. Evidentemente que casos de homicídios, latrocínios, furtos e roubos de automóveis, e drogadição não começaram nos últimos anos.
Então, vamos trabalhar na raiz dos problemas da insegurança, promover a inclusão social, gerar empregos, saúde e habitação, e, aí sim, se não acabarmos com a criminalidade, teremos a certeza de que ela será reduzida drasticamente, pois ninguém nasce criminoso.
Encontrar soluções, essa é a grande questão.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia