Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 12 de outubro de 2017. Atualizado às 16h06.

Jornal do Comércio

Internacional

COMENTAR | CORRIGIR

estados unidos

12/10/2017 - 15h48min. Alterada em 12/10 às 16h09min

EUA anunciam que vão deixar Unesco em dezembro

Unesco lamentou decisão anuncia pelos Estados Unidos nesta quinta-feira

Unesco lamentou decisão anuncia pelos Estados Unidos nesta quinta-feira


JACQUES DEMARTHON/AFP/JC
Folhapress
Os Estados Unidos vão deixar a Unesco, a agência de educação e cultura da Organização das Nações Unidas (ONU), a partir de 31 de dezembro deste ano, anunciou o Departamento de Estado norte-americano em comunicado nesta quinta-feira (12).
"Essa decisão não foi tomada facilmente, e reflete as preocupações dos EUA com crescentes contas atrasadas na Unesco, a necessidade de reformas fundamentais na organização e o contínuo viés anti-Israel na Unesco", disse o departamento, acrescentando que os EUA irão buscar "continuar engajados [...] como Estado observador não-membro, de forma a contribuir com as visões, perspectivas e com nossa expertise".
Horas após o anúncio dos Estados Unidos, o primeiro-ministro de Israel, Benyamin Netanyahu, declarou que seu país também deixaria a agência, e chamou a saída americana de "corajosa e moral".
A Unesco lamentou a decisão.
"Após receber notificação oficial do secretário de Estado americano, sr. Rex Tillerson, como diretora-geral da Unesco eu quero expressar meu profundo lamento com a decisão dos Estados Unidos da América de se retiraram da Unesco", disse a diretora-geral da agência, Irina Bokova, em comunicado.
A diretora-geral acrescentou que a decisão de Washington representa uma derrota para o multilateralismo e para a família ONU.
Nos últimos anos, Israel tem feito reclamações constantes sobre o posicionamento da Unesco em relação aos locais considerados patrimônio cultural da humanidade em Jerusalém e na Palestina.
Na última Assembleia Geral da ONU, Netanyahu afirmou em seu discurso que a agência estava promovendo uma "falsa história" após ter designado Hebron e dois santuários adjacentes como "patrimônio cultural da Palestina ameaçado".
"Hoje é um novo dia na ONU, um dia em que há um preço a se pagar pela discriminação contra Israel", disse Danny Danon, embaixador israelense junto às Nações Unidas.
Os Estados Unidos haviam cancelado em 2011 sua contribuição financeira para a Unesco em protesto contra decisão da agência de conceder à Autoridade Nacional Palestina o status de membro pleno. As verbas americanas representavam 22% do orçamento total da agência.
Na ocasião, a decisão teve 107 votos a favor e 52 abstenções. Foram contra 14 membros, entre eles Estados Unidos, Israel, Canadá e Alemanha.
Brasil, Rússia, China, Índia, África do Sul e França votaram a favor da admissão da Palestina. O Reino Unido se absteve.
Esta não foi a primeira vez que os Estados Unidos saíram da Unesco. Nos anos 90, Washington tomou a mesma decisão alegando que a agência era mal administrada, corrupta e usada para promover interesses soviéticos. Os EUA voltaram a integrar o órgão em 2003.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia