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Porto Alegre, segunda-feira, 09 de outubro de 2017. Atualizado às 23h05.

Jornal do Comércio

Internacional

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Estados Unidos

Notícia da edição impressa de 10/10/2017. Alterada em 09/10 às 22h55min

Trump propõe proteção aos 'dreamers' em troca de restrição à imigração

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse aos líderes do Congresso que suas prioridades em matéria de imigração devem ser aprovadas em troca de proteção dos beneficiados pelo programa Daca, que protege cerca de 800 mil jovens que foram levados aos Estados Unidos de forma ilegal por seus pais.
A lista de demandas de Trump inclui uma reforma completa do sistema de green card, medidas severas para impedir que menores de idade entrem no país e a construção do polêmico muro na fronteira com o México, uma de suas mais populares promessas de campanha.
Em setembro, Trump anunciou o encerramento do programa Daca e deu ao Congresso seis meses para encontrar uma solução legislativa antes que os contemplados perdessem seu status legal no país e ficassem sujeitos à deportação. A decisão foi criticada por parte da população e pela comunidade internacional.
O Daca permite que imigrantes que chegaram aos EUA com menos de 16 anos, vivem no país de forma contínua desde junho de 2007, e não tinham mais do que 30 anos quando o programa começou a valer, em 2012, sejam autorizados a viver e trabalhar nos EUA. Os beneficiados também não podem ter cometido nenhum crime grave.
Através do programa, os chamados "dreamers" podiam viver legalmente nos EUA por dois anos e ficavam protegidos da deportação. Ao fim desse período, era preciso renovar o pedido - foram 952 mil pedidos de renovação até hoje, com 93% das solicitações aceitas.
Grande parte das exigências do governo são medidas que a oposição democrata já havia dito estarem fora de cogitação. Já era esperado que Trump tentaria incluir na nova legislação sobre os "dreamers" uma previsão de fundos para a construção do muro na fronteira com o México, mas as exigências da Casa Branca foram muito além.
O governo quer uma reforma completa do sistema de green card, limitando a concessão do direito de residência permanente a cônjuges e filhos menores de idade de cidadãos norte-americanos e residentes permanentes. As medidas visam combater o que é chamado de "migração em cadeia", quando a obtenção de uma autorização de residência permanente por um membro familiar viabiliza que os demais permaneçam no país de forma legal. A Casa Branca também quer aumentar as taxas cobradas nos postos de fronteira, contratar mais 10 mil agentes de imigração, facilitar a deportação de crianças desacompanhadas e de membros de gangues, e reformar o sistema de concessão de refúgio.

Governo vai abandonar estratégia por energia limpa adotada por Obama

O diretor da Agência de Proteção Ambiental norte-americana (EPA, na sigla em inglês), Scott Pruitt, afirmou ontem que o governo Trump abandonará um plano pela energia limpa da época do ex-presidente Barack Obama, voltado para reduzir o aquecimento global. No Kentucky, Pruitt disse que assinará hoje uma determinação "para retirar o chamado plano de energia limpa do governo passado".
A iniciativa buscava reduzir emissões de gases causadores do efeito estufa de usinas a carvão e foi uma peça central da política ambiental de Obama. A EPA deve declarar que a regra do governo anterior ultrapassa o permitido para uma lei federal ao emitir padrões de emissão que as usinas não conseguiriam cumprir de maneira razoável.
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