Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 09 de outubro de 2017. Atualizado às 23h05.

Jornal do Comércio

Internacional

COMENTAR | CORRIGIR

Espanha

Notícia da edição impressa de 10/10/2017. Alterada em 09/10 às 20h30min

Governo espanhol fala em 'restaurar a lei' se houver independência

Rajoy descarta completamente secessão

Rajoy descarta completamente secessão


/JOSE JORDAN/AFP/JC
O governo da Espanha está pronto para agir caso os líderes separatistas da Catalunha decretem a independência da região hoje, como prometeram, afirmou ontem a vice-premiê, Soraya Sáenz de Santamaría. "Se declararem a independência, haverá decisões para restaurar a lei e a democracia", afirmou.
O líder do governo regional catalão, Carles Puigdemont, comparecerá no Parlamento regional hoje à tarde para debater a situação política atual. Políticos a favor da independência disseram que ele deve realizar uma declaração durante a sessão, embora alguns legisladores da coalizão de governo argumentassem que a medida teria apenas caráter "simbólico".
Soraya pediu aos membros do governo da Catalunha que tenham "respeito pela democracia e pela liberdade, que não se atirem ao precipício". Os líderes separatistas querem declarar a independência após o plebiscito separatista realizado no dia 1 de outubro - que, na avaliação do governo e do Judiciário da Espanha, é ilegal. Localizada no nordeste da Espanha, a Catalunha é a região mais rica do país e tem cerca de 7,5 milhões de habitantes.
Em entrevista publicada ontem no jornal alemão Die Welt, o premiê Mariano Rajoy descartou a chance de secessão. "A Espanha não será dividida, e a unidade nacional será preservada. Nós faremos tudo que a legislação nos permite para garantir isso", afirmou. "Impediremos que esta independência ocorra."
Já o principal órgão do Judiciário da Catalunha pediu proteção adicional da polícia espanhola para a sede regional. A força policial regional Mossos d'Esquadra, que se reporta ao governo catalão, tem se mantido encarregada, até agora, de guardar o palácio do Judiciário no Centro de Barcelona. Mas o Alto Judiciário na Catalunha afirmou que seu presidente, Jesus Barrientos, pediu à força policial nacional que também se envolva na segurança do prédio.
No domingo, milhares de pessoas foram às ruas da Catalunha contra a possibilidade de separação da Espanha. A polícia calculou que 350 mil pessoas estiveram presentes na marcha pela unidade do país, enquanto os organizadores falaram em 930 mil pessoas. A manifestação foi pacífica, e não houve notícias sobre incidentes graves.
A ministra de Relações Exteriores da França, Nathalie Loiseau, afirmou ontem que o país não irá reconhecer a Catalunha se a região cumprir a ameaça de se declarar independente da Espanha. Segundo Nathalie, se houver uma declaração, "será unilateral e não será reconhecida". Uma eventual separação resultaria na retirada imediata da Catalunha da União Europeia, formada por 28 países.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia