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Porto Alegre, quinta-feira, 12 de outubro de 2017. Atualizado às 23h26.

Jornal do Comércio

Geral

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Clima

Notícia da edição impressa de 13/10/2017. Alterada em 12/10 às 22h16min

Chuva do feriado supera média histórica em Porto Alegre

Na Boa Vista, Dóris carrega sacolas no bolso para chegar em casa

Na Boa Vista, Dóris carrega sacolas no bolso para chegar em casa


FREDY VIEIRA/JC
O feriado de Nossa Senhora Aparecida foi de aguaceiro em todo o Estado. Até às 20h de quinta-feira, a região Central de Porto Alegre registrava 165mm de chuva, volume que supera em muito a média histórica do mês de outubro, de 114,3mm. Índices significativos também foram registrados na Tristeza, onde caiu 130,8mm de chuva, e no Sarandi, com 119,4mm.  
Segundo o último boletim da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, divulgado na quinta-feira, 67 municípios gaúchos apresentam estragos decorrentes do mau tempo, com 4.461 residências atingidas. Houve registro de danos causados por queda de granizo nos municípios de Maçambará, Passo Fundo, Porto Xavier, Santa Maria e Santo Ângelo. Duas famílias foram desalojadas, uma delas em Porto Alegre. 
No momento, 25 municípios estão com decretos de situação de emergência, com os maiores danos registrados em Porto Xavier, com 400 casas atingidas, e Santo Ângelo, onde 160 residências sofreram danos. Desde quarta-feira, a Defesa Civil está distribuindo lonas para famílias que tiveram danos em suas propriedades.
Durante a tarde de quinta-feira, foi registrado acúmulo de água em diferentes pontos da Capital. Na zona Norte foram registrados os maiores problemas. A Assis Brasil ficou com diferentes trechos debaixo d'água, e pontos de alagamento também foram verificados na Sertório, Farrapos e Silva Só. Na Doutor Timóteo, a queda de uma árvore causou bloqueio do trânsito, com dificuldades sendo registradas também para veículos trafegando na Dom Pedro II e na Benjamin Constant. Na Carlos Gomes, semáforos estiveram desligados durante parte da tarde, enquanto na rua Afonso Paulo Feijó, no Sarandi, o problema foi o surgimento de buracos na pista, encobertos pela camada de água. 
No bairro Boa Vista, a rua Afonso Taunay sofreu com alagamentos. A situação se tornou tão recorrente que os moradores já desenvolveram soluções próprias para lidar com a água acumulada. Funcionária aposentada da Câmara de Vereadores, Dóris Fontanella Rivas carrega sacolas plásticas no bolso em dias de chuva, para poder atravessar as poças d'água e chegar até sua casa. "Há 20 anos que a situação é sempre a mesma", garante.
Um trecho da Ciclovia da Ipiranga, entre a Múcio Teixeira e a Getúlio Vargas, foi isolado na quinta-feira por questões de segurança. O terreno cedeu embaixo da pista e, com a chuva intensa, há risco de desabamento. A situação já havia sido apontada pelo Jornal do Comércio, em matéria do final de setembro. A EPTC afirma que fará uma avaliação do trecho nos próximos dias.

Chuvarada começa a dar trégua no fim de semana

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém, para esta sexta-feira, alerta para a ocorrência de chuva forte, com acumulados significativos em áreas isoladas de todo o Rio Grande do Sul. A temperatura estará em declínio, com as máximas não ultrapassando os 26 graus. A partir do sábado, a tendência é que o aguaceiro dê uma trégua, com precipitações restritas a áreas do Leste, Norte e Nordeste do Estado. No domingo, a chuva se despede e a previsão é de tempo parcialmente nublado em todo o território gaúcho.
Em Porto Alegre, a sexta-feira deve ser mais um dia de trovoadas e alto volume de chuva, mas a partir da tarde o mau tempo começa a perder força. No sábado, a chuva já deve cair apenas em pontos isolados da Capital, abrindo caminho para um domingo de tempo seco. A temperatura não deve passar dos 17 graus no sábado e ficando em torno dos 10 graus no amanhecer de domingo.
Na quinta-feira, o Inmet registrou mínima de 11,8 graus em Canguçu, enquanto a máxima, no município de São Luiz Gonzaga, ficou em 30,8 graus. Na Capital, os termômetros não oscilaram muito durante o dia, ficando entre 17,3 e 21,2 graus.
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