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Porto Alegre, sexta-feira, 06 de outubro de 2017. Atualizado às 18h50.

Jornal do Comércio

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Saúde

06/10/2017 - 17h58min. Alterada em 06/10 às 18h54min

SES apresenta novas diretrizes para controle do câncer de mama; Imama-RS rebate mudanças

Secretário (c) apresentou posicionamento da SES sobre o Outubro Rosa em reunião nesta sexta

Secretário (c) apresentou posicionamento da SES sobre o Outubro Rosa em reunião nesta sexta


Mírian Barradas/SES/Divulgação/JC
Marcando os primeiros dias do Outubro Rosa - mês que busca chamar a atenção das mulheres para a importância do controle do câncer de mama -, o secretário estadual da Saúde, João Gabbardo dos Reis, apresentou nesta sexta-feira (6) um novo posicionamento do órgão a respeito das diretrizes para a prevenção da doença. Em reunião aberta com Coordenadores Regionais de Saúde, Gabbardo afirmou que a mamografia não deve ser vista como um exame de prevenção, mas de diagnóstico.
"O Outubro Rosa deveria focar no acesso à informação, na prevenção e no diagnóstico precoce, e não na mamografia", afirmou. A mamografia é indicada para mulheres assintomáticas de 50 a 69 anos, que devem realizar esse exame de rastreamento a cada dois anos, e para mulheres sintomáticas ou com histórico familiar de câncer de mama. De acordo com o secretário, essas recomendações são as preconizadas pela Organização Mundial da Saúde, o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional do Câncer e seguem parâmetros internacionais de rastreamento.
Questionado se haveria uma limitação de mamografias dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), o secretário afirmou que os médicos continuam com autonomia para prescrever os exames que considerarem necessários. "Nunca vai haver bloqueio de um exame solicitado por um médico", garantiu.
Ele ainda disse, em entrevista coletiva, que o autoexame não é mais aconselhado, já que estudos apontam que as mulheres descobrem tumores de forma casual, em situações cotidianas e não no autoexame. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, as mulheres devem estar atentas à presença de nódulos, especialmente os fixos e endurecidos, ou outras alterações na pele ou formato da mama.
A presidente do Instituto da Mama do Rio Grande do Sul (Imama-RS), Maira Caleffi, no entanto, não concorda com alguns pontos abordados por Gabbardo. Segundo ela, o autoexame já evoluiu e faz parte atualmente de uma rotina de autoconhecimento do corpo, incluindo os cuidados com fatores de risco para câncer de mama, como obesidade, sedentarismo, uso abusivo de hormônios e álcool, dentre outros.
"É importante reforçar que todos os países que revertam índices absurdos de mortalidade que o Estado apresenta hoje não fizeram apenas recomendações como nosso governo faz, mas têm um programa de rastreamento organizado com busca ativa, mesmo que de mulheres dos 50 aos 69. Não podemos esperar a mulher buscar o exame, entrar em filas", afirma Maira.
Ela lembra ainda que uma Lei Federal, de nº 11.664/2008, garante o direito da realização de exame mamográfico anualmente a todas as mulheres a partir dos 40 anos de idade.
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