Enquanto aproveita a companhia de amigos, o público ouve debates e trechos das obras Enquanto aproveita a companhia de amigos, o público ouve debates e trechos das obras Foto: /Leonardo Andreoli/Divulgação/JC

Passo Fundo leva literatura para os bares da cidade

O evento Livros na Mesa: Leituras Boêmias integrou a programação oficial da Jornada Literária

Se cada cidade tem uma característica que a define, a de Passo Fundo, sem dúvida, é a formação de uma população leitora. Até há algum tempo restrita ao campus da Universidade de Passo Fundo (UPF), a edição deste ano da Jornada Nacional de Literatura ocupou ambientes públicos - o que reforçou ainda mais a relação da comunidade com os livros. Um setor que ganhou com a "jornalização" foi o de bares, uma vez que eles sediaram o evento Livros na Mesa: Leituras Boêmias.
Todas as noites, das 22h30min às 23h30min, após as programações nas tendas montadas na instituição de ensino, os autores se dirigiam a quatro pubs localizados na rua Independência, no Centro. Ali, debatiam seus escritos, os dos outros, posavam para fotos e davam oportunidade para o público interagir de maneira menos formal, em meio a bebidas e petiscos.
Zeca Camargo, escritor, apresentador da Rede Globo e colunista do jornal Folha de S. Paulo, participou da experiência na terça-feira, dia 3 de outubro, ao lado do também escritor Pedro Gabriel, conhecido por seus textos e artes sobre guardanapos. Antes da dupla ir ao bar Maktub, numa coletiva de imprensa, avisaram que não havia script definido para a atividade, que integra a Jornada pela primeira vez. "Pode virar qualquer coisa lá, isso que me deixa interessado", brincou Zeca.
"O bar, naturalmente, faz essa associação com bate-papo. Antes, levávamos os autores para jantar em restaurantes, mas isso acabava excluindo eles. Queríamos que a cidade se sentisse pertencente do evento", diz uma das coordenadoras da 16ª Jornada, Fabiane Burlamaque.
E a estratégia incrementou o movimento do Maktub em 50%, garante o dono do negócio, Cassiano Gasperin, 34, na noite de estreia da iniciativa. O espaço, que comporta 280 pessoas, virou um sarau por alguns minutos.
Cassiano Vargas/Divulgação/JC
"É muito bom para a casa, traz um público que talvez não nos conhecia", entende Cassiano. O Maktub cobra R$ 15,00 o ingresso. A programação teve, ainda, apresentação musical.
Embora o nome do empreendimento seja árabe, traduzido como "algo que estava escrito", a gastronomia é brasileira. Cassiano destaca que entre os diferenciais está o deck ao ar livre. Em meio aos sofás e poltronas vintage do ambiente, o empreendedor conta que já teve videolocadora, mas há quatro anos aposta no segmento boêmio. Nada melhor que se associar com a principal festa da cidade para divulgar sua atual empreitada. Os outros bares participantes da iniciativa foram Botteco, Quina e Casa Cultural Vaca Profana. "Será a primeira de várias edições", prevê Fabiane, otimista.
Leonardo Andreoli/Divulgação/JC
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