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Porto Alegre, terça-feira, 10 de outubro de 2017. Atualizado às 22h56.

Jornal do Comércio

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eliminatórias da copa

Alterada em 10/10 às 22h58min

Paraguai vacila em Assunção, perde da Venezuela e está fora da Copa do Mundo

Yangel Herrera comemora o tento venezuelano contra os paraguaios

Yangel Herrera comemora o tento venezuelano contra os paraguaios


FAVIO FALCON/AFP/JC
O Paraguai está novamente fora de uma Copa do Mundo. E a segunda eliminação consecutiva veio de maneira amarga, sacramentando a derrocada de uma seleção que ocupou o protagonismo do futebol sul-americano durante mais de uma década. Nesta terça-feira, jogando no Defensores del Chaco pela última rodada das Eliminatórias do Mundial da Rússia, em 2018, a equipe precisava de uma vitória contra a lanterna Venezuela para se garantir na repescagem. Não conseguiu. Diante de um time frágil, apelou para os cruzamentos, pouco criou e perdeu por um doloroso 1 a 0.
O resultado desta terça-feira manteve o Paraguai na sétima colocação das Eliminatórias com 24 pontos. Assim, não conseguiu sequer a vaga na repescagem para enfrentar a Nova Zelândia. Já a Venezuela encerrou na lanterna com 12 pontos - e nenhuma derrota nas últimas quatro partidas.
Diante da histórica frustração em Assunção, a seleção paraguaia perdeu a oportunidade de disputar o seu nono Mundial - jogou antes em 1930, 1950, 1958, 1986, 1998, 2002, 2006 e 2010. Confirmou, ainda, que precisará de uma reformulação completa para retomar seu patamar de certa grandeza no futebol mundial.
Depois de viver seu grande momento na Copa de 2010, quando foi derrotado nas quartas para a futura campeã Espanha, com um gol sofrido já no fim da partida, o Paraguai viu a renovação não render o resultado esperado. Seu desempenho, então, caiu drasticamente nos anos posteriores e a seleção não se classificou ao Mundial do Brasil, em 2014.
A campanha também não era das melhores à Copa da Rússia quando Francisco Arce, ex-jogador do Palmeiras e da seleção paraguaia, assumiu como técnico em agosto de 2016. O desempenho seguiu irregular e a classificação parecia distante após a goleada sofrida para o Peru, em casa, por 4 a 1, na 11ª rodada, e o empate com a Bolívia no jogo seguinte.
Mas resultados inesperados como a vitória sobre o Chile por 3 a 0, em Santiago, e o triunfo sobre a Colômbia na última rodada por 2 a 1, quando perdia por 1 a 0 até os 43 minutos do segundo tempo, colocaram novamente o Paraguai na briga. Faltava o último obstáculo: não ser surpreendido, agora contra a Venezuela, e torcer por uma combinação de resultados. Ela até veio e o colocaria na repescagem se ganhasse. Mas o time errou muito e foi eliminado.
O JOGO - Com inúmeras mudanças entre os titulares, mas com o corintiano Ángel Romero mantido no time, o Paraguai entrou em campo precisando da vitória para se manter com chances. Já a seleção visitante apostava em sua grande revelação para se despedir com um mínimo de honra: Wuilker Fariñez, o jovem goleiro de 19 anos que foi vice-campeão com a Venezuela no último Mundial Sub-20.
E o Paraguai iniciou pressionando, sem deixar o adversário tocar a bola e forçando o jogo pelas laterais. Faltava, porém, efetividade nos cruzamentos - um fundamento plenamente dominado pelo ex-lateral Arce. E, assim, os paraguaios sofriam e Fariñez apenas observava o duelo sem muitas preocupações.
Apenas aos 23 minutos, em finalização rasteira de Rojas, sem qualquer perigo, o goleiro fez a sua primeira defesa. Sanabria ainda teve chance após cruzamento rasteiro de Domínguez. Mas, após bate-rebate na pequena área, a zaga afastou antes que o atacante completasse.
Era jogo de um time só. E era sempre em cruzamentos que o Paraguai chegava. Sem muito perigo, de cabeça, a equipe ainda tentou abrir o placar no primeiro tempo. E a apreensão da torcida - além de um desconfiado silêncio - tomou conta do Defensores del Chaco na etapa final. A segunda eliminação consecutiva que sacramentaria o declínio da seleção parecia ficar mais próxima a cada levantamento errado. E eles davam a tônica do duelo.
Bareiro, Samudio e o experiente atacante Óscar Cardozo, titular naquela derrota para a Espanha em 2010, foram a campo. Mas a atuação seguia inalterada. Desorganizado e exposto o Paraguai ainda viu a Venezuela melhorar e chegar com perigo nos contra-ataques. A desclassificação parecia anunciada.
E o doloroso castigo veio aos 38 minutos, quando Yangel Herrera aproveitou grande jogada de Otero, do Atlético-MG, e garantiu o triunfo venezuelano. Um gol que não apenas assegurava a eliminação, como resumia perfeitamente a derrocada do futebol paraguaio.
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