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Porto Alegre, quinta-feira, 12 de outubro de 2017. Atualizado às 23h21.

Jornal do Comércio

Economia

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Notícia da edição impressa de 13/10/2017. Alterada em 12/10 às 21h21min

Opinião econômica: Vitório e Obama

O publicitário Nizan Guanaes é dono do grupo de comunicação ABC

O publicitário Nizan Guanaes é dono do grupo de comunicação ABC


ARQUIVO/ARQUIVO/JC
Nizan Guanaes
Ajudei a organizar um pequeno jantar no Fasano para o presidente Obama. Admiro muito a política e acho que ela é o caminho, embora não tenha a menor vocação para ela. Tenho toda a vocação para a diplomacia e procuro praticá-la. Sempre busco promover o Brasil no exterior e receber o mundo para conversar.
Donata e eu recebemos em nossa casa, ou então no Fasano, porque no Fasano é possível mostrar o Brasil do trabalho sério e talentoso de imigrantes que chegam com bolsos pequenos e sonhos grandes. Lá, podemos mostrar o potencial dessa nação que se realiza em pílulas, mas que, um dia, se realizará por inteiro.
O jantar para Obama foi um evento pequeno, para 10 pessoas, com nomes escolhidos a dedo por seu staff, para que o presidente pudesse ter uma visão interessante do Brasil.
Gente inteligente, como a economista Regina Nunes, que conhece este País e seus números como ninguém; como o professor e cientista José Goldenberg, de quem Obama sabia tudo; e rostos jovens, como o de Juliana de Faria, do Think Olga, ONG que luta pelo empoderamento da mulher. Eles encheram nossa mesa de energia, com uma conversa fluente e jovem, porque Obama tem olhar à frente e quer falar com jovens e representantes do terceiro setor.
Foi uma noite de muita emoção, dessas que a gente não quer que acabe. Para mim, o momento mais emocionante foi quando o pequeno Vitório Fasano, filho de Rogerio, subiu com os pais para cumprimentar o presidente norte-americano.
A admiração e a emoção de Vitório por Obama eram tocantes. Ele ali representava os jovens de todo o mundo, que olham para as pessoas de minha geração a procura de líderes, de caminhos, de exemplos, de respostas, de esperança.
Vitório era ali Antonio, Zeca e Helena, meus filhos, que não pagam pau para ninguém, mas que estavam babando pelo cara. Vitório ali era bilhões de jovens menos afortunados que ele e que têm em Obama um raro exemplo. Era a jovem engenheira de Perus, que se ajoelhou na frente do carro da comitiva de Obama porque queria conhecer seu grande ídolo.
Este mundo precisa tanto de Obamas. Os jovens precisam de estudo, de empregos, de oportunidades, de caminhos. Porque senão podem ir ao crime, ao radicalismo ou a lugar nenhum. Isso era o que os olhos de Vitório tinham a pedir para Obama.
Produzir exemplos, lideranças e conteúdos que inspirem os jovens é o desafio de minha geração nesta perigosa encruzilhada de polarização, radicalismo e falta de diálogo. Precisamos conversar com boa vontade e compreensão diante dos argumentos alheios.
O (principal) caminho é a política. E é por isso que estou apoiando a iniciativa RenovaBR, organizada e lançada por Eduardo Mufarej para estimular jovens de talento e ética a entrarem na política brasileira. Para renová-la.
O Evangelho fala nos homens de boa vontade. Só construiremos o futuro com boa vontade, inclusive na política. O RenovaBR ainda não está pronto e não tem todas as respostas. Mas é o Brasil procurando saídas às suas encrencas. Não é um bando de ricos querendo projeto de poder ou espalhando a cartilha liberal. O que Eduardo Mufarej quer fazer, e eu aplaudo e apoio, é incentivar gente jovem a entrar na política.
Publicitário e fundador do Grupo ABC
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