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Porto Alegre, terça-feira, 10 de outubro de 2017. Atualizado às 23h35.

Jornal do Comércio

Economia

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Contas Públicas

Notícia da edição impressa de 11/10/2017. Alterada em 10/10 às 21h06min

Déficit do Governo Central deve ficar em R$ 158,4 bilhões

Após os bons resultados dos leilões de hidrelétricas e de petróleo no mês passado, os analistas de mercado ouvidos pelo Ministério da Fazenda passaram a prever que o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) entregará um déficit primário neste ano um pouco menor que a meta fiscal negativa de R$ 159 bilhões. De acordo com o boletim Prisma Fiscal, divulgado nesta terça-feira, a mediana das previsões passou de um rombo de R$ 159 bilhões para um déficit de R$ 158,430 bilhões.
Já para 2018, os analistas projetaram um déficit de R$ 155,613 bilhões, ampliando a folga para a meta que também é de R$ 159 bilhões no negativo. No boletim de setembro, as previsões indicavam o saldo negativo de R$ 156,341 bilhões para o próximo ano.
Ainda assim, o Prisma deste mês voltou a revisar para baixo as previsões do mercado para a arrecadação das receitas federais em 2017, com a estimativa passando de R$ 1,337 trilhão para R$ 1,335 trilhão. Para 2018, no entanto, diante das melhores perspectivas de crescimento da economia, a projeção para a arrecadação subiu de R$ 1,440 trilhão para R$ 1,448 trilhão.
A estimativa para a receita líquida do governo central neste ano passou de R$ 1,134 trilhão para R$ 1,140 trilhão, enquanto para o próximo ano passou de R$ 1,210 trilhão para R$ 1,215 trilhão. Já pelo lado do gasto, a projeção de despesas totais do Governo Central este ano subiu de R$ 1,292 trilhão para R$ 1,296 trilhão. Para 2018, a estimativa aumentou de R$ 1,363 trilhão para R$ 1,366 trilhão.
A mediana das projeções dos analistas do Prisma para a Dívida Bruta ao fim de 2017 passou de 75,80% do PIB para 75,44% do PIB. Para 2018, a estimativa que estava em 78,82% do PIB em setembro caiu para 77,80% do PIB no relatório desta terça-feira.
O Prisma também atualizou as projeções fiscais este e os próximos dois meses. Para outubro, a estimativa de déficit primário passou de R$ 1,225 bilhão para R$ 2,827 bilhões. Para novembro, a previsão de saldo negativo recuou de R$ 20,004 bilhões para R$ 19,815 bilhão. Para dezembro, a projeção de rombo passou de R$ 24,620 bilhões para R$ 28,072 bilhões.
 
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