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Porto Alegre, terça-feira, 10 de outubro de 2017. Atualizado às 23h35.

Jornal do Comércio

Economia

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Trabalho

Notícia da edição impressa de 11/10/2017. Alterada em 10/10 às 23h31min

Pesquisa traça perfil do brasileiro acima de 50 anos

A maioria, 81%, acredita que existe preconceito com os mais velhos

A maioria, 81%, acredita que existe preconceito com os mais velhos


/MARCELO G. RIBEIRO/JC
Pesquisa sobre o perfil de pessoas com 50 anos ou mais indica que 36% estão presentes no mercado de trabalho. Desses, 36% trabalham por conta própria, 32% são empregados do setor privado, 15% são funcionários públicos, 9% são domésticos e 8% empregadores. Os dados foram apresentados em São Paulo, pelo Instituto Locomotiva.
Segundo o levantamento, 36% têm sua renda vinda da aposentadoria e 51% dependem da renda do trabalho. Entre os que estão no mercado de trabalho, 35% têm medo do desemprego. "No momento em que se discute a mudança da aposentadoria, que os governantes se preocupem com a empregabilidade das pessoas com 50 anos ou mais. Do contrário, parece que eles são culpados pela situação ruim que vivemos atualmente", disse Renato Meirelles, presidente do instituto.
Apesar de atuantes no mundo corporativo, 81% acreditam existir preconceito contra os mais velhos. Entre os entrevistados, 65% responderam que trabalham mais que 30 horas semanais e 55% acreditam que trabalham numa intensidade igual ou maior do que anos atrás. Na vida pessoal, 61% acreditam que a vida hoje está melhor do que há 10 anos e 69% avaliam o Brasil como ótimo lugar para se viver. Além disso, 47% viajam igual ou mais que há 10 anos.
Entre o público na faixa etária acima de 50 anos, um quarto tem plano de saúde. O estudo mostra ainda que 70% estão mais preocupados com a saúde atualmente do que há 10 anos, 34% têm medo de ficar doente e 26% admitem medo de morrer.
As pessoas com 50 anos ou mais movimentam R$ 1,6 trilhão por ano. "É o principal mercado consumidor do nosso País, que vai comprar móveis, notebook, tablet, fazer viagens nacionais e que não se enxerga nas propagandas", disse Meirelles. A pesquisa aponta que 75% do público nessa faixa etária não se veem nas propagandas de televisão e que 78% dos atores e figurantes têm menos de 50 anos de idade.
A maioria (59%), acredita que paga muitos impostos e 79% avaliam que os impostos são muito mais altos do que deveriam ser. Além disso, 77% preferem ter melhores serviços do que pagar menos impostos.

Indicador de emprego avança 2,4 pontos em setembro

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) avançou 2,4 pontos em setembro ante agosto, para 100,6 pontos, o maior nível da série histórica iniciada em junho de 2008, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Apesar do bom resultado, houve contribuição da base de comparação muito fraca, após dois anos de números negativos no emprego no País, ponderou a FGV. No ano, o indicador acumula um ganho de 10,6 pontos.
"Os melhores dados da atividade econômica sustentam o otimismo dos empresários para a retomada de contratações nos próximos meses. A perspectiva de um crescimento maior do que o esperado anteriormente, para 2017 e 2018, reforça este otimismo. O emprego deve continuar avançando nos próximos meses", avaliou Fernando de Holanda Barbosa Filho, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.
Já o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) recuou 0,5 ponto em setembro ante agosto, para 97,6 pontos, após dois meses seguidos de altas.
"A elevada taxa de desemprego se reflete no alto nível do ICD, próximo do máximo da série. Apesar da tendência de queda do desemprego, este deve continuar em níveis elevados nos próximos meses. O ICD mostra este mercado de trabalho ainda difícil, mas com tendência de melhora", completou Barbosa Filho.
O ICD é construído a partir dos dados desagregados, em quatro classes de renda familiar, da pergunta da Sondagem do Consumidor que procura captar a percepção sobre a situação presente do mercado de trabalho. Já o IAEmp é formado por uma combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, todas apuradas pela FGV. O objetivo é antecipar os rumos do mercado de trabalho no País.
No IAEmp, seis dos sete indicadores tiveram melhora em setembro, com destaque para os que medem o grau de satisfação com a situação dos negócios no momento atual (alta de 7,0 pontos), da Sondagem de Serviços, e o de expectativa com relação à facilidade de se conseguir emprego nos seis meses seguintes (avanço de 5,3 pontos), da Sondagem do Consumidor.
No ICD, as famílias que mais contribuíram para a queda do indicador foram as de renda mais alta: entre R$ 4.100,00 e R$ 9.600,00 mensais e acima de R$ 9.600,00 mensais. Nessas duas faixas de renda, o Indicador de percepção de dificuldade de se conseguir emprego recuou 0,5 ponto e 2,1 pontos, respectivamente.
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