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Porto Alegre, terça-feira, 10 de outubro de 2017. Atualizado às 23h35.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Notícia da edição impressa de 11/10/2017. Alterada em 10/10 às 23h31min

FMI eleva a previsão do PIB brasileiro para 0,7%

Desempenho das exportações e redução do ritmo de contração da demanda permitiram a retomada

Desempenho das exportações e redução do ritmo de contração da demanda permitiram a retomada


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O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a previsão de crescimento para o Brasil de 2017, de 0,3%, feita em julho, para 0,7%, um dos maiores aumentos feitos pela instituição nas projeções macroeconômicas para diversas nações nos últimos três meses. O FMI também subiu a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) do País para 2018, de 1,3% para 1,5%.
Os indicadores foram divulgados no documento Perspectiva Econômica Mundial, cujo título é "Buscando crescimento sustentável: recuperação de curto prazo, desafios de longo prazo". Em abril, o relatório projetou uma expansão do PIB em 0,2% para 2017 e um incremento de 1,7% para o próximo ano. Contudo, em julho o Fundo reduziu a previsão relativa a 2018 para 1,3%.
Na avaliação do Fundo, o Brasil está em processo de recuperação de uma das mais profundas recessões enfrentadas pelo País e estima que no quarto trimestre deste ano o Produto Interno Bruto (PIB) apresentará uma alta de 1,9% em termos anualizados, ante o mesmo trimestre de 2016, superior ao 1,5% previstos em julho.
Para o período entre outubro e dezembro de 2018, o PIB deve avançar 1,8% em comparação aos mesmos três meses de 2017, também na mesma base de comparação anualizada, pouco acima da estimativa de 1,7% feita há três meses.
"No Brasil, o forte desempenho das exportações e a redução do ritmo de contração da demanda doméstica permitiram à economia a retornar ao crescimento no primeiro trimestre de 2017, depois de oito trimestres de declínio", apontou o FMI.
Segundo o Fundo, uma elevação da produção de grãos e reforço do consumo, que contou com a colaboração da retirada de recursos de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), levaram a uma alta da projeção do PIB de 2017 de 0,5 ponto percentual em relação à previsão divulgada pelo relatório Perspectiva Econômica Mundial de abril, quando estimou alta de 0,2% para este ano.
Mas o FMI destaca que a continuidade de fracos investimentos e elevação de incertezas na área política e de medidas econômicas fizeram com que a instituição multilateral ainda mantenha a previsão do PIB para o próximo ano 0,2 ponto percentual abaixo do estimado em abril.
No entanto, o FMI destaca que mudanças estruturais nas contas públicas ajudarão a fortalecer o crescimento do País alguns anos à frente. "A gradual recuperação de confiança - com a implementação ao longo do tempo de reformas fundamentais para assegurar a sustentabilidade fiscal - é projetada para elevar o crescimento para 2% no médio prazo."
De acordo com o FMI, a inflação no Brasil está baixando mais rápido do que o previsto pela instituição em abril, devido a efeitos mais fortes provocados pelo hiato do produto, apreciação da moeda e favoráveis choques de ofertas de alimentos que reduziram os preços de tais mercadorias. O FMI projeta que o IPCA deverá subir 3,7% em 2017, abaixo dos 4,4% previstos há seis meses. Tal redução da estimativa está sendo influenciada pelo "alto excesso de capacidade na economia depois de dois anos de recessão."
Quanto ao déficit de transações correntes, o FMI elevou levemente suas projeções para este ano e para o próximo. Tal resultado negativo das contas internacionais do País, como proporção do PIB, subiu de 1,3% para 1,4% em 2017. E para 2018, o número aumentou de 1,7% para 1,8%.
O FMI ressalta que reformas fiscais, sobretudo a da Previdência Social, são essenciais para o bom desempenho do nível de atividade no longo prazo. "No Brasil, atacar despesas insustentáveis, através inclusive da reforma da Previdência Social, tem importância de primeira ordem para restaurar nível de confiança mais forte e promover expansão sustentável de investimentos privados", destaca. "Para uma recuperação da economia mais rápida do que o esperado, mais ajustes fiscais antes do previsto pelo Orçamento poderiam ser justificados."

Informe conjuntural da indústria eleva previsão de crescimento da economia

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) revisou para melhor a maioria das estimativas para o desempenho da indústria e da economia brasileiras neste ano. De acordo com o Informe Conjuntural do terceiro trimestre, divulgado nesta terça-feira, o Produto Interno Bruto (PIB) do País encerrará 2017 com crescimento de 0,7% ante a estimativa anterior de 0,3%. O PIB da indústria também terá uma nova alta, passando de 0,5% para 0,8%.
Segundo o estudo, as projeções de alta foram impulsionadas pelo aumento no consumo das famílias e pela forte queda da inflação. A previsão para o consumo teve um crescimento importante do segundo para o terceiro trimestre, passando de 0,1% para 0,8%, o que surtiu reflexos no comércio, de acordo com a CNI.
Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar 2017 em 3,1% ante a estimativa anterior de 3,6%. Com isso, o indicador chegará ao fim do ano 1,4 ponto percentual abaixo do centro da meta de 4,5% estabelecida para este ano.
A entidade destaca que a queda na taxa de inflação tem surpreendido por sua duração e intensidade. "O processo de desinflação tem ocorrido, sobretudo, pelo comportamento dos preços de alimentos, que subiram abaixo do usual devido à safra recorde."
Para a confederação, "a economia brasileira mostra, gradualmente, sinais mais sólidos de recuperação". "Com a contribuição da agricultura e a reação do consumo, o PIB cresceu por dois trimestres seguidos e isso, tecnicamente, sinaliza o fim da recessão", cita o estudo.

Economia global deve crescer neste e no próximo ano, afirma relatório

O Fundo Monetário Internacional (FMI) também elevou levemente as projeções para o crescimento mundial para 2017 e 2018, a primeira revisão para cima em seis meses para os dois anos, devido a um cenário pouco mais favorável para o nível de atividade global, como aponta o documento Perspectiva Econômica Mundial. Segundo o FMI, a previsão para o PIB mundial para este ano agora é de 3,6%, acima de 3,5% anunciada pela instituição multilateral em abril e em julho. Para o próximo ano, a estimativa passou para 3,7%, superior aos 3,6% divulgados também nos dois documentos anteriores.
"A melhora da atividade global que começou em 2016 ganhou força na primeira metade de 2017, refletindo crescimento da demanda doméstica mais firme em economias avançadas e na China e na melhora do desempenho em outras grandes economias de mercados emergentes", destacou o FMI. "A contínua recuperação dos investimentos globais estimulou a tornar mais forte a atividade industrial."
Segundo o FMI, o volume do comércio internacional de mercadorias e serviços deve aumentar 4,2% em 2017, acima dos 4% estimados pela instituição em julho. Para o próximo ano, este indicador deve subir 4,0%, marca pouco superior aos 3,9% previstos há três meses.
O Fundo Monetário Internacional também elevou as projeções de crescimento dos Estados Unidos para 2017, de 2,1% estimados em julho para 2,2% agora. Para 2018, o PIB americano deverá avançar 2,3%, marca 0,2 ponto percentual maior que os 2,1% projetados na revisão do documento há um trimestre. "Nos EUA, a fraqueza do consumo no primeiro trimestre foi temporária, com investimentos de empresas continuando a fortalecer, em parte refletindo uma recuperação do setor de energia."
Segundo o FMI, a China deve crescer 6,8% neste ano e 6,5% em 2018, números superiores aos respectivos 6,7% e 6,4% projetados há três meses. De acordo com o Fundo, a melhora da estimativa para 2017 está relacionada ao desempenho da economia "melhor do que o esperado no primeiro semestre", situação motivada por medidas para incentivar o nível de atividade e reformas para elevar a oferta.
Para 2018, há a expectativa de que as autoridades do governo de Pequim "manterão políticas expansionistas, especialmente com elevados investimentos públicos, para atingir a meta de dobrar o crescimento real entre 2010 e 2020".
O FMI também elevou as projeções de crescimento na zona do euro e Japão e destacou que na primeira metade deste ano a expansão de ambos foi causada em boa medida pelo "mais forte consumo privado, investimento e demanda externa". O Fundo estima que a zona do euro avançará 2,1% em 2017 e 1,9% no próximo ano, marcas superiores a 1,9% e 1,7%, respectivamente, previstas em julho.
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