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Porto Alegre, terça-feira, 10 de outubro de 2017. Atualizado às 23h35.

Jornal do Comércio

Economia

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Consumo

Notícia da edição impressa de 11/10/2017. Alterada em 10/10 às 21h10min

Petrobras eleva em 12,9% preço do gás de cozinha

Novos valores do botijão de 13 quilos passam a vigorar a partir desta quarta-feira em todo o País

Novos valores do botijão de 13 quilos passam a vigorar a partir desta quarta-feira em todo o País


/PEDRO VENTURA/ABR/JC
A Petrobras definiu novo reajuste do gás de cozinha vendido em botijões de até 13 quilos. O aumento será, em média, de 12,9% e começa a vigorar nesta quarta-feira. A estatal informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o aumento, calculado de acordo com a política de preços divulgada em junho deste ano, reflete "principalmente, a variação das cotações do produto no mercado internacional". A companhia acrescentou que, como a legislação brasileira "garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor". O impacto no consumo dependerá de repasses por distribuidoras e revendedores, advertiu.
A empresa destacou que o ajuste não tem incidência de tributos. Caso seja repassado integralmente aos preços ao consumidor final, a estimativa é que o preço do botijão suba em torno de 5,1%, em média, ou cerca de R$ 3,09 por botijão, informou a Petrobras. O último reajuste foi feito em 26 de setembro.
O Sindigás (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo) calcula que o reajuste oscilará entre 7,8% e 15,4%, de acordo com o polo de suprimento.
De acordo com a entidade, a correção aplicada não repassa integralmente a variação de preços do mercado internacional. Diante disso, o Sindigás estima o preço do produto para botijões até 13 quilos "ficará 6,08% abaixo da paridade de importação, o que inibe investimentos privados em infraestrutura no setor de abastecimento".
Nesta quarta-feira, entram em vigor novos reajustes para diesel e gasolina. Para o diesel, o Grupo Executivo de Mercado e Preços estabeleceu queda de 0,2%, que se soma à redução de 1,3%, em vigência nesta terça-feira. Para a gasolina, foi estabelecida retração de 2,6%, após aumento de 1,5% que vale a partir desta terça-feira.
 

Alta do gás traz pressão extra; IPCA pode fechar ano em 3,1%

O aumento de 12,9% promovido pela Petrobras para gás de cozinha deve elevar a inflação oficial deste ano em cerca de 0,12 ponto percentual, caso o reajuste seja totalmente repassado ao consumidor. A estimativa é do economista André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). "Pode esperar mais uma pancada no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de outubro", diz.
Mesmo que o repasse não seja totalmente feito, o economista avalia que o IPCA fechado deste mês já será pressionado por energia elétrica em razão da mudança de bandeira amarela para vermelha. Em sua estimativa, um repasse da ordem de 8% não poderia ser ignorado.
A Petrobras estima que o preço do botijão de GLP P-13 possa ser reajustado, em média, em 5,1% ou cerca de R$ 3,09 cada. "Com isso, o IPCA pode se aproximar de 0,50%, o que não se vê há muito tempo", estima.
Com base na série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), caso o IPCA atinja 0,50% no fechamento de outubro, será o nível mais elevado para o mês desde 2011, quando chegou a 0,43%. "Esse aumento da Petrobras deve reorientar as projeções e inflação do ano pode migrar mais para a faixa de 3,1%, diz Braz.
A despeito de considerar que o quadro para a inflação fechada em 2017 não irá sofrer mudança significativa a ponto de preocupar a autoridade monetária, esse tipo de reajuste acaba por pesar bastante principalmente no orçamento das famílias de baixa renda. "Muitos estão enfrentando uma situação difícil, sem emprego, e o gás de cozinha é um gasto que não pode ser substituído. A situação fica ainda mais complicada", afirma.
No IPCA de setembro, o encarecimento do gás de cozinha provocou impacto de 0,06 ponto percentual no indicador, que ficou em 0,16% (de 0,19% em agosto), causando surpresa entre economistas. Isso porque as coletas vinham captando repasses menos expressivos. "No IPCA-15 de setembro, apareceu de forma tímida, mas no IPCA fechado veio forte", ressalta.
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