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Porto Alegre, terça-feira, 10 de outubro de 2017. Atualizado às 23h35.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

Notícia da edição impressa de 11/10/2017. Alterada em 10/10 às 21h30min

São Paulo puxou recuo industrial em agosto

Fábricas gaúchas registraram a terceira taxa negativa seguida, diz IBGE

Fábricas gaúchas registraram a terceira taxa negativa seguida, diz IBGE


/CLAITON DORNELLES/JC
A perda de 1,4% na indústria paulista na passagem de julho para agosto puxou o recuo de 0,8% na produção da indústria nacional no período, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Regional, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Embora a maioria dos locais pesquisados tenha registrado avanços no mês, o parque industrial paulista representa 33% de toda a produção brasileira. Outra queda acentuada foi a do Rio Grande do Sul, também de 1,4% em agosto ante julho. Juntos, os dois Estados representam 40% da indústria nacional.
"Os resultados de São Paulo e Rio Grande do Sul juntos significam que 40% da indústria brasileira recuou mais do que a média nacional", apontou Rodrigo Lobo, analista da Coordenação de Indústria do IBGE.
A indústria gaúcha teve a terceira taxa negativa seguida, o equivalente a uma perda acumulada de 4,5%. "No Rio Grande do Sul, chama atenção a paralisação para manutenção de uma unidade produtiva da atividade de celulose", justificou o pesquisador.
No caso de São Paulo, a indústria local vinha de quatro meses consecutivos de crescimento, período em que acumulou um ganho de 7,1%. "A queda devolve uma parte do crescimento acumulado, mas não é suficiente para reverter os ganhos. O saldo ainda é positivo", declarou Lobo.
Segundo o analista do IBGE, o bom desempenho de São Paulo nos meses anteriores foi muito calcado na produção de derivados de cana-de-açúcar, mesmo segmento que puxou a perda em agosto. "Agora recua pelo fim desse processamento da cana, a migração desse processamento do Centro-Sul para o Nordeste, e também pela preferência dos produtores pela produção de álcool em detrimento do açúcar em função de preços mais atrativos", explicou.
Os produtos derivados da cana - açúcar VHP, açúcar cristal, melaço de cana e açúcar refinado - representam cerca de 40% de toda a indústria alimentícia de São Paulo. Já a produção de alimentos responde por 13,3% da indústria paulista como um todo. "Por isso variações significativas nesse grupo afetam a indústria", resumiu ele.
 
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