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Porto Alegre, terça-feira, 10 de outubro de 2017. Atualizado às 21h46.

Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

10/10/2017 - 17h32min. Alterada em 10/10 às 17h34min

Ministério da Agricultura suspende importação de leite uruguaio

Notícia animou setor leiteiro no Rio Grande do Sul

Notícia animou setor leiteiro no Rio Grande do Sul


MARCO QUINTANA/ARQUIVO/JC
Anunciada nesta tarde pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi, a suspensão da importação de leite do Uruguai para o Brasil animou o setor no Rio Grande do Sul. A medida atende reivindicação de indústrias e produtores de leite gaúchos, penalizados há pelo menos dois anos com o ingresso excessivo do insumo uruguaio no Estado.
A medida foi comemorada pelo setor, que acusa industrias uruguaias de estarem fazendo “triangulação” para entrada irregular do produto no Brasil, enviado para ao País também leite argentino, por exemplo. Enquanto a Argentina tem limite de envio do produto para o Brasil, e o Uruguai não, produtores argentinos estariam enviado leite para cá via país vizinho.
O presidente do do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado (Sindilat), Alexandre Guerra, celebrou a medida. “É uma ação concreta e importante. É o que estávamos esperando do governo para poder apurar os fatos”, pontuou, alertando que o setor "vem enfrentando concorrência desleal no mercado" e está unido pedindo apoio em Brasília.
A suspensão, de acordo com ministério, valerá até que seja concluída a rastreabilidade do produto e só será revertida se conseguirem comprovar que 100% do volume exportado ao Brasil são produzidos no Uruguai. De acordo com o Sindilat, o Uruguai produziu 1,7 bilhão de litros de leite em 2016 e consumiu 700 milhões de litros.
Segundo dados divulgados pelo próprio país, o saldo, se convertido em pó, renderia 120 mil toneladas. Só o Brasil recebeu 100 mil toneladas de leite em pó e 18 mil toneladas em queijos do país vizinho, o que representa praticamente todo o volume restante.
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Comentários
Walter Souza 10/10/2017 21h40min
Apesar da tradição do RS no setor, causa espanto que não temos um único produto lácteo de alta qualidade. A cadeia precisa melhorar sua qualidade, em vez de chorar pitangas. Todos gostam de queijo e doce de leite uruguaio ou mineiro. Aqui no RS nossos derivados são uma piada de mau gosto com o consumidor e o próprio leite não raro é uma mistura com água e formol. Na Europa o leite de caixinha tem gosto e é encorpado, não esse líquido ralo.